Dois altos funcionários da ONU pediram o fim imediato do recrutamento e uso de crianças-soldado na Somália, onde o principal alvo são menores de 10 anos de idade.
O novo director-executivo da Unicef, Anthony Lake, e a representante especial do secretário-geral da ONU para Crianças e Conflitos Armados, Radhika Coomaraswamy, expressaram preocupação com notícias de que o recrutamento de menores por grupos armados na Somália está aumentando.
Em comunicado conjunto divulgado em Nova Iorque, eles lembraram que o uso de crianças em conflitos é um crime de guerra. Pede-se a libertação dos menores e o fim da impunidade, com a garantia de que os responsáveis sejam levados à Justiça.
Notícias recentes indicam que as escolas são usadas como centros de recrutamento e que as crianças-soldado sofrem espancamentos e até execução.
A Somália continua a ser afectada por confrontos entre forças do governo e rebeldes islâmicos. O país é palco de uma das piores crises humanitárias no mundo, com 1,4 milhão de deslocados internos, 570 mil refugiados e quase 3 milhões de pessoas dependentes de ajuda de emergência.
A Unicef e a ONU colocam-se à disposição para oferecerem às crianças assistência no processo de desmobilização e ajudá-las a recuperar a sua infância e reinseri-las nas comunidades. E concluem: “As crianças e os jovens constituem a maioria da população somali e merecem ter uma infância livre das atrocidades de um conflito armado”.
Fonte: Rádio Vaticano – 06/05/2010







