Uma nova abordagem no tratamento das crianças com HIV

A Organização Mundial da Saúde (OMS) anuncia uma nova abordagem para tratamento de crianças portadoras do vírus HIV, responsável pela Sida, e pede maior acesso ao diagnóstico infantil, a partir de 4 a 6 semanas após o nascimento. Sem o diagnóstico seguido do início imediato do tratamento, a OMS estima que um terço dos bebés infectados irão morrer antes do primeiro ano de vida, e metade antes de completarem dois anos de idade.

Sida.jpgA OMS afirmou, nesta terça-feira, que um maior número de crianças portadoras do HIV em todo o mundo está a receber tratamento: no ano passado, foram 355 mil crianças em comparação com as 276 mil de 2008. Segundo o organismo da ONU, o resultado é encorajador, mas é preciso fazer mais para promover uma vida saudável para esses bebés e crianças. As novas recomendações da OMS dizem que mais vidas poderiam ser salvas, se os medicamentos fossem introduzidos mais cedo.

Poucas crianças com idade inferior a um ano iniciam o tratamento para o HIV, em parte porque os testes necessários para esse grupo não estão disponíveis. Por isso, a OMS pede maior acesso ao diagnóstico infantil, logo a partir de um mês a um mês e meio de vida.

Cerca de 400 mil bebés são infectados, todos os anos, como resultado da transmissão vertical de mãe para filho. Para reduzir os riscos, a OMS também recomenda que as portadoras de HIV recebam antiretrovirais durante a gravidez, no parto e durante o período de amamentação.

De acordo com o organismo da ONU, existem evidências que comprovam que o tratamento precoce é mais eficaz e pode eliminar quase todas as transmissões verticais.


Fonte: Rádio Vaticano – 21/07/2010

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