Site da Unicef dedicado às crianças (em português)

Já está online o site da Unicef dedicado exclusivamente às crianças, totalmente apresentado em língua portuguesa (variante brasileira); chama-se Unicef Kids (é pena não terem escolhido um nome em português).

crianca3Apresentamos os temas principais do site, que podem ser escolhidos na página de abertura, com um resumo dos textos de apresentação:

Meus Direitos

Talvez você não saiba, mas faz parte de uma turma enorme – muito maior do que a galera dos amigos da escola, da rua ou do condomínio. Você é um dos 2 bilhões de crianças que existem no mundo.

Nenhuma criança é igual a outra. Algumas são brancas, outras negras, indígenas ou orientais. Algumas falam português, outras falam idiomas que não entendemos. Comem alimentos diferentes e têm religiões diferentes. Algumas são pobres; outras, ricas. Tudo pode ser diferente, mas uma coisa é igual para todas as crianças do mundo: os direitos.

Da mesma maneira que um filhote de elefante é protegido dos leões pelos elefantes adultos da manada, uma criança precisa receber atenção de gente grande – dos pais, tios, avós, professores e governantes. Eles têm a obrigação de proteger a vida das crianças, dando de comer e de beber, cuidando da sua saúde, levando-a à escola, e fazendo com que ela cresça num ambiente de paz.

Os direitos da criança tratam exatamente disso: de protecção, educação, saúde e de paz de que toda a criança precisa para crescer bem.

É muito importante que você conheça os seus direitos e saiba como vivem as crianças de diferentes partes do mundo, de outras cidades do seu país e de outros bairros da sua cidade. É assim que você começa a preparar-se para se tornar um adulto saudável e um cidadão responsável, que participa da vida em sociedade.

Sobreviver e Desenvolver-me

Além de conhecer os seus direitos de criança, é importante que você saiba também como esse direito é exercido.

É triste, mas é verdade: nem todas as crianças têm uma vida feliz. Algumas, são órfãs ou abandonadas e vivem sozinhas nas ruas. Outras, têm casa, mas a família é tão pobre que as crianças trabalham para ajudar com as despesas. Há, ainda, crianças que muito maltratadas.

Aprender

Todas as crianças devem estudar, e os governos são obrigados a garantir escola para todos. Existe um tipo de escola para cada idade. Porque a escola, para ser boa, precisa de ser feita a pensar na criança. Assim, o que é bom para um bebé é diferente do que é bom para uma criança de 9 anos. Para as crianças muito pequenas – de até 5 anos de idade –, existem as creches e pré-escolas, que oferecem a Educação Infantil. Nessa idade, a criança aprende por meio de brincadeiras, precisa de muita ajuda dos adultos; nem sempre consegue dizer claramente o que quer, e a professora deve estar muito atenta para interpretar os modos como a criança se comunica.

Crianças com idade entre 6 e 11 anos e adolescentes de 12 a 14 anos devem estar no Ensino Fundamental. Elas continuam a ser crianças alegres e brincalhonas, mas precisam de concentração e organização para aprender Matemática, Português, Ciências, História e Geografia. Têm de fazer os trabalhos de casa, exercícios e provas. Dos 15 aos 17 anos, o adolescente deve estar no Ensino Médio, a última etapa de Educação Básica da criança. E é tão importante quanto a Educação Infantil e o Ensino Fundamental.

Existem crianças que estudam em escolas públicas, que são gratuitas. Outras, estudam em escolas particulares, que são pagas. E ainda existem as escolas que a própria comunidade constrói e põe a funcionar: são as escolas comunitárias. O importante é estudar numa escola boa, com professores bem preparados.

Proteger-me da Sida

Existem hoje, no mundo, cerca de 33 milhões de pessoas vivendo com Sida. Para você ter uma ideia, esse número é maior do que o dobro da população do estado do Rio de Janeiro todo.

Os adolescentes podem contrair o HIV se fizerem sexo sem preservativo, ou usarem agulhas de injecção contaminadas. O vírus entra no organismo e pode ficar latente durante muitos anos (à volta de 8), fazendo com que a pessoa não apresente nenhum sintoma ou sinal da doença. Mesmo assim, pode passar de uma pessoa para outra em relações sem proteção.

Só se sabe se uma pessoa tem ou não o HIV por meio de um teste específico, realizado numa coleta de uma amostra de sangue. Os testes podem ser realizados em Unidades Básicas de Saúde, em Centros de Testagem e Aconselhamento (CTA) e em laboratórios particulares. É muito importante que quem passou por uma situação de risco faça o teste.

Crescer sem Violência

A violência começa com os bandidos que vendem drogas e armas.

As crianças pequenas costumam sofrer outro tipo de violência – a violência doméstica. Uma violência cometida dentro de casa, pela própria família. Muitas crianças sofrem este tipo de violência. Quantas? Bom, ninguém sabe dizer com certeza quantas crianças são sovadas, recebem castigos cruéis e não são protegidas pela família. É que é muito difícil alguém denunciar a violência praticada dentro de uma família. Mas você tem de saber de uma coisa: palmadas, tapas, surras, chineladas e beliscões são actos de violência. Ninguém merece.

Ser Prioridade Absoluta

A pobreza está por trás de muitos casos de desrespeito dos direitos das crianças. Famílias pobres têm menos acesso à educação, não têm dinheiro para alimentar bem os filhos e vivem em casas sem água limpa e rede de esgotos. As crianças dessas famílias têm maior probabilidade de ficar doentes, ir mal na escola, ser abandonadas ou não receber a proteção que merecem.

Adolescentes

A pobreza limita a vida dos adolescentes: tira-os da escola, obriga-os a trabalhar e faz deles os principais alvos da violência.

O trabalho é um dos principais motivos que levam os adolescentes a abandonar a escola. É fácil entender porquê: quem trabalha, tem menos tempo para estudar. Além do trabalho, a gravidez, a violência e a exploração sexual também fazem com que muitos adolescentes deixem de ir à escola.

Há também os que, desmotivados pela falta de uma escola que faça sentido para a sua vida, simplesmente desistem de frequentar as aulas. Resultado: é grande o número de adolescentes que param de estudar ou repetem muito de ano e ainda não conseguiram passar do Ensino Fundamental para o Ensino Médio.

Há vários caminhos para mudar essa realidade triste. Os políticos têm de melhorar as leis e os governantes garantir que elas sejam mesmo cumpridas. O governo tem, também, de criar políticas de educação e orientação para os jovens – programas de cultura e desporto, de saúde, de prevenção da gravidez e de doenças como a Sida.

Mas o caminho mais importante para essa mudança acontecer é que o próprio adolescente tenha espaço para participar mais das decisões em família, na escola, em sua comunidade e como cidadão.

Raça e Etnia

A sociedade tem uma responsabilidade especial para com as crianças de etnias diferentes. Elas devem ter as mesmas oportunidades de sobreviver e desenvolver-se que as crianças brancas. Para isso, os governos devem levar em conta os valores das identidades culturais e os conhecimentos tradicionais quando realiza um projecto. E os professores têm de explicar aos alunos a cultura de cada etnia, para que todos aprendam a respeitar as diferenças.

Na prática, cada um de nós pode – e deve – ajudar a promover a igualdade racial. Você também pode fazer a sua parte. Como? Distribua este texto entre os seus colegas, respeite e valorize a diversidade.

Diversão

Jogos, vídeos, testes, cartões postais, etc.

Notícias

Por agora só três, mas estamos convencidos que serão publicadas muitas mais notícias de interesse para jovens e adolescentes.

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