Em crianças pequenas o aumento da pressão intracraniana provoca irritabilidade, amplia o tamanho do crânio, choro fácil e recusa de alimentação. Em crianças um pouco maiores e em adultos causa dor de cabeça, alterações visuais, náuseas e vómitos. Todos os sintomas são comuns em portadores de hidrocefalia – doença que pode ocorrer em qualquer fase da vida do paciente, mas com maior incidência em recém-nascidos e lactentes.
A hidrocefalia é causada pelo acúmulo de líquido no interior da cavidade craniana. Não tem cura e o tratamento requer acompanhamento periódico da pressão e cirurgia, que consiste em instalar um tubo fino (cânula) com uma válvula na sua extremidade, no interior do cérebro do paciente.
A cânula elimina o excesso do líquido através de um ducto subcutâneo que passa pelo pescoço e leva à cavidade abdominal, onde é metabolizado.
Paciente inventor
Em 2005, o professor e criador do Monitor de Pressão Intra-craniana, Sérgio Mascarenhas, começou a sentir tonturas e dificuldade para caminhar. Tinha 77 anos e recebeu diagnóstico de doença de Parkinson. No entanto, por não reagir ao tratamento e com risco de morte, foi aconselhado a consultar com o neurorradiologista Antônio Carlos Santos, seu ex-aluno e docente da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (USP-RP).
Um exame de ressonância magnética ajudou o especialista a dar o diagnóstico correcto da doença: hidrocefalia. Assim, recomendou ao paciente cirurgia e controle da pressão intra-craniana pelo sistema de válvula e cânula. Realizado esse procedimento (cirurgia para implantar dreno na cabeça) passou a conviver com um reservatório no abdómen para desviar o excesso de líquido existente no crânio.
Durante a convalescença, Sérgio participou da festa de aniversário de um dos seus netos. Ao observar um convidado enchendo uma bexiga (balão de borracha), associou o crescimento do volume do brinquedo à expansão do cérebro de um portador de hidrocefalia. No retorno ao trabalho, refez no laboratório a brincadeira e colocou a bexiga dentro de um crânio humano. Os passos seguintes eram encontrar meios para monitorizar a pressão interna da bexiga sem perfurar o crânio e depois desenvolver o equipamento. Aí entraram em cena os seus doutorandos.
“A finalidade do equipamento é aliviar o sofrimento do doente crónico, que precisa fazer exames periódicos. Antes de desenvolver a doença, nunca tinha pesquisado o assunto. Mas como a missão de todo o professor universitário é passar adiante o bastão do conhecimento para a próxima geração, fiz a minha parte”, festeja Sérgio exibindo o monitor desenvolvido por ele e seus doutorandos.
Salvo pelo amigo
Nos anos 1960, o professor Sérgio Mascarenhas coordenava pesquisas nas áreas de Biofísica Molecular e Física Médica no Instituto de Física de Trieste, no nordeste da Itália. Foi para lá a convite de um amigo, o prémio Nobel paquistanês e Físico Teórico Abdus Salam, um dos primeiros a incentivar pesquisas científicas de alto nível em nações pobres e a formar recursos humanos com esta finalidade nos países em desenvolvimento.
Um dia, Sérgio convidou o jovem médico António Carlos Santos (formado pela USP de Ribeirão Preto) para estagiar em Trieste. O universitário queria conhecer a tecnologia da ressonância nuclear magnética (na época só disponível no exterior) e também passar a operar o aparelho usado nos exames, que não havia no Brasil e custava US$ 1,5 milhão.
Sérgio conseguiu a inscrição do médico no curso de Física Médica, do qual era director em Trieste. No entanto, jamais imaginou que um dia seria salvo por esse mesmo jovem.
Fonte: O Serrano – 18/11/2008








Olá!
Meu nome é Neila, tenho uma filha de um ano e dois meses, nasceu com suspeita de hidrocefalia, foram feitos todos os exames e detectou-se uma má formação no cérebro. Aparentemente ela é perfeita, só que há uns dias para cá ela teve convulsão do nada.
O que será isso? O neurologista não me explica nada, só diz que tem que ter acompanhamento neurológico, que o caso dela não é cirúrgico.
Não sei mais o que fazer, a quem recorrer.
Por favor dêem-me uma resposta.!
Obrigado pelo seu comentário/pedido, Neila.
Este blogue não é competente para dar respostas do foro médico.
No entanto, aqui fica o seu pedido, de modo a ser lido por quem aceder a esta página.
Cumprimentos,
Carlos Pereira
Olá
Meu nome é Maria Rosa. Meu filho de um ano e três meses foi diagnosticado com suspeita de hidrocefalia; porem, a neurologista que o examinou descartou a possibilidade, pois o seu desenvolvimento estava perfeito até além das expectativas.
Oi, meu nome é Danielle. Tenho uma filha que está com 12 anos, ela também nasceu com hidrocefalia, dilatação nos ventrículos e com deficiência auditiva. É muito complicado, estou à procura de uma escola especializada para ela pois onde ela estuda não está aprendendo nada.
Obrigado pelo seu comentário, Danielle.
Pessoalmente não a posso ajudar, mas penso que deverá procurar informação e assistência junto do Médico de Família que, creio, será a melhor abordagem inicial para o problema da sua filha. Ele saberá, certamente, encaminhá-la para os serviços competentes para esse problema.
Por outro lado, estou convencido que os outro leitores deste site irão ajudá-la com mais informações.
Cumprimentos – Carlos Pereira
grupo.paralaxe@gmail.com
Olá, sou Rosilene e estou à procura de material a respeito da hidrocefalia, mas na área educacional, pois na escola em que trabalho recebemos uma criança de 5 anos, e gostaria de poder propiciar qualidade no aprendizado dele, pois ele é maravilhoso e está na fase de repetir o que é falado…
Espero que vc possa me dá uma luz…
Olá Rosilene, obrigado pelo seu comentário/pedido.
Como deve calcular, este site não é competente em nenhuma das temáticas nele expostas. Assim, não podemos (nem devemos) dar quaisquer indicações ou informações de carácter profissional sobre as mesmas.
É nossa preocupação difundir o maior leque possível de temas relacionados com crianças, jovens e adolescentes como forma de alerta para os mesmos.
Se pesquisar no Google "educação de crianças com hidrocefalia" irá encontrar (como nós encontrámos) vários links sobre esta preocupação, tais como: http://www.efdeportes.com/efd107/criancas-com-hid… – http://casadosprofessoresespeciais.blogspot.com/2… – http://www.efdeportes.com/efd105/avaliacao-motora… – http://www.planetaeducacao.com.br/portal/artigo.a… .
Por outro lado, estou certo que os leitores do site não deixarão de contribuir com informações complementares que ajudarão, de algum modo, as crianças com este problema.
Cumprimentos – Carlos Pereira
grupo.paralaxe@gmail.com
Oi sou Viviane, tenho 28 anos e aos 27 anos descobri que por causa de um tumor estava sofrendo de hidrocefalia, passei de 10 a 15 dias com dores de cabeça que passaram de forte para insuportável me levando a perda quase total da visão, vómitos. Fizeram então a tomografia descobrindo o tumor de hipófise que ao atingir o tamanho de um (limão) obstruiu a passagem do líquido, mas assim que colocaram o dreno voltei a enchergar perdendo um pouco da visão, e a dor foi embora …
Olá Viviane!
Obrigado pelo seu comentário. Esperamos que esteja tudo bem consigo e que continue a contribuir para o aprofundamento dos conhecimentos sobre o problema da hidrocefalia, ou de qualquer outro assunto que a Viviane tenha oportunidade e queira comentar.
Cumprimentos – Carlos Pereira
eu tenho hidrocefalia mas graças a deus nunca tive nenhum problema e só fiz exames quando criança
Olá Fabio José,
Obrigado pelo seu comentário!
É bom saber que nunca teve problemas com a hidrocefalia; infelizmente, esse não é o caso de muitas crianças e adultos com o mesmo problema.
Caso queira e tenha oportunidade, gostaríamos que complementasse o seu comentário com algumas informações sobre os testes que fez em criança.
Um abraço – Carlos Pereira