O Transtorno de Défice de Atenção e Hiperactividade (TDAH) é uma condição geneticamente herdada, que se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. O problema acomete entre 6% e 8% das crianças em todo o mundo, e até 60% delas continuarão a apresentar os sintomas durante a adolescência e a idade adulta.
Já é bem reconhecido que crianças com o diagnostico de TDAH têm um maior risco de, n
o futuro, usarem drogas – incluindo tabagismo, abuso e dependência de álcool e de drogas ilícitas. Além disso, há um forte corpo de evidências que aponta que esse risco é menor entre adolescentes que receberam tratamento com medicações estimulantes, como o metilfenidato, durante a infância. Estudos em modelos animais revelam que o uso dessas medicações reduz o interesse por drogas como a cocaína. O factor psicossocial também é relevante e podemos tomar como hipótese que crianças tratadas na infância receberam mais atenção por parte dos pais.
Um novo estudo publicado na última edição da revista Archives of Pediatrics and Adolescent Medicine confirma o efeito protector do tratamento medicamentoso em relação ao risco do uso de drogas. A pesquisa acrescenta um importante dado à literatura: o efeito protector do tratamento é tão importante nas meninas como nos meninos.
Fonte: Portal Nacional SEGS – 16/10/2008








Achei excelente este artigo, parabéns!
Infelizmente tenho conhecido muita gente que faz uso de drogas lícitas e ilícitas para "aliviar" seu sofrimento. E mesmo sendo diagnosticados tardiamente como TDAH (no meu caso aos 57 anos) continuam usando, pois, "segundo eles" a medicação não faz efeito e as drogas são melhores. Logo, concluo que acrescentam uma nova "doença" além das tantas comorbidades!
Obrigado pelo seu comentário, Ivan.