A pré-obesidade e a obesidade estão, assim, directamente relacionadas com um balanço energético positivo, resultante de excesso de ingestão em relação aos gastos.
Um projecto de investigação realizado em Espanha em 2004 pela Universidade Complutense (Departamento de Nutrição) mostrou, relativamente à população escolar (entre 7 e 12 anos), uma ingestão média calórica de 2017 Kcal (dia), representando os refrigerantes 0,90% desse total.
De igual modo, estudos realizados em Portugal e no estrangeiro mostram não haver evidências científicas de que o consumo de bebidas refrigerantes, associado a uma dieta equilibrada e estilos de vida activos, contribua para o aumento de peso das crianças.
Com efeito, a grande disponibilidade de alimentos, o uso e abuso da televisão, de jogos de vídeo e computadores, tem condicionado e alterado o padrão de comportamento das crianças nas últimas décadas. A significativa queda da energia dispendida tem levado a um aumento do peso das crianças, como demonstram muitos artigos e estudos científicos.
Fonte: Médicos de Portugal – 29/11/2008







