Mary Anne Layden, directora do programa de traumas sexuais e psicopatologia da Universidade da Pensilvânia, afirma que “os que vêem pornografia acreditam que a sua vida sexual vai melhorar, mas acontece que são pessoas que sofrem de ejaculação precoce e têm problemas para se relacionar” com outras pessoas.
O excesso de pornografia a que se assiste na Internet provoca alterações nas atitudes sociais e nas crenças dos indivíduos, segundo o site ‘G1’.
Outros estudos revelam que as mulheres se sentem traídas quando descobrem que os seus parceiros vêem pornografia, o que leva ao desencadeamento de problemas no casal que culmina no divórcio.
Segundo dados da Sociedade Americana de Advogados Matrimoniais relativos ao ano de 2003, 56% dos 350 casos atendidos tinham ligação ao consumo obsessivo de pornografia por parte de um dos parceiros.
O facto de a pornografia não ser considerada um problema grave da sociedade, levou muitos especialistas norte-americanos a reivindicarem uma maior atenção a este tipo de casos e a incluírem no manual utilizado para fazer diagnósticos psiquiátricos doenças do foro sexual, como a dependência do sexo e a pornografia.
A investigadora, Layden, afirma que os softwares de bloqueio de sites pornográficos não são suficientes já que os códigos de desbloqueio estão disponíveis noutras páginas online. Layden vai ainda mais longe ao dizer que “a presença da pornografia na vida de muitos meninos e meninas adolescentes é muito mais significativa do que a maioria dos adultos crê”.
Para Mary Eberstadt, investigadora do Instituto Hoover, é urgente “mudar o que socialmente não é visto como algo mau” e sensibilizar as pessoas para os perigos que a exposição à pornografia pode representar no desenvolvimento saudável das crianças e dos jovens.
Fonte: Correio da Manhã – 17/03/2010








Concordo. Este é um problema social gravíssimo e com inúmeros desdobramentos.
Como educador, percebemos claramente a criança que tem contato com a pornografia. Possui características próprias e que muito se assemelha ao uso de drogas.
Precisamos de tecnologia de filtração de toda sujeira disponível na net. Nossos filhos merecem água limpa para tomar. Eles não possuem ainda senso de julgamento capaz de fazer escolhas morais corretas. Isto ainda é um processo na infancia e que muitos se aproveitam deles e da sua "inocência" em relação ao perigo desta praga.
Obrigado pelo seu comentário, Rubens Cartaxo!
Já existem técnicas de filtragem para assuntos não apropriados para crianças e adolescentes. Talvez sejam fracas e/ou pouco eficazes, mas existem.
Entretanto, convém ter atenção a outros tipos de obscenidades que, não sendo de cariz sexual, não são menos nocivos para a sociedade como um todo. Como educador deverá, certamente, conhecer alguns…
Cumprimentos – Carlos Pereira