Contrariamente, a ingestão frequente de hambúrgueres relaciona-se com uma prevalência elevada de asma na população infantil. “Três ou mais hambúrgueres por semana são suficientes para elevar o risco de asma e os sintomas da doença nas crianças, particularmente entre a população infantil dos países desenvolvidos”, explicou Gabriela Nagel, do Instituto de Epidemiologia da Universidade de Ulm, na Alemanha, e autora principal do estudo.
“Em definitivo, a dieta mediterrânea protege as crianças da asma, enquanto os hambúrgueres elevam o risco de doença, especialmente entre menores não alérgicos de países ricos”, concluiu a principal autora da investigação. “A relação entre comida de plástico e a asma também pode dever-se ao facto de este tipo de dieta se relacionar com outros hábitos de vida que incrementam a doença e que não existem nos países pobres”.
O peixe, a fruta e os legumes são recomendados na prevenção cardiovascular do cancro, refere o estudo que aconselha a adopção de iniciativas públicas destinadas a promover este tipo de dieta, benéfica para combater a asma infantil, uma das patologias mais frequentes em menores de todo o Mundo.
O estudo, publicado no último número da revista ‘Thorax”, considerou variáveis que podiam alterar os resultados, como a exposição ao fumo do tabaco, ao pó de casa, a antecedentes familiares de asma, dermatite atópica e rinite, assim como a prática de exercício semanal.
A investigação começou há 18 anos, em 20 países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento. Os novos dados são da fase II do estudo, realizada a partir de uma amostra de 29.579 crianças, com idades entre os 8 e os 12 anos, dos 50 mil inicialmente recrutados. As crianças responderam a questionários sobre a dieta e o aparecimento de asma, rinite e dermatite atópica, fizeram análises sanguíneas alérgicas e genéticas, provas aos brônquios. O pó existente em casa de cada uma das crianças foi também estudado.
Fonte: Jornal de Notícias – 29/06/2010







