Dos filhos de mães fumantes, 1.592 responderam sobre existência ou não de cefaleia crónica. Os resultados indicaram que 28,4% das crianças em Ribeirão Preto e 13,2% em São Luís tiveram diagnóstico afirmativo para dor de cabeça. Das mães fumantes pesquisadas em Ribeirão, 10,4% fumaram mais de 10 cigarros por dia e 8,7%, de um a nove, durante a gravidez. Em São Luís, o índice foi de 2,6% para as duas situações.
Dos 160 tipos de cefaleia existentes, foram trabalhados dois, que envolvem 94% dos casos: a tensional, que surge sem causa específica, e a migrânea, tipo de enxaqueca de causa orgânica. O resultado mostra que, apesar de ter menos mães fumantes, na capital maranhense o risco de cefaleia é maior do que em Ribeirão. A divergência de resultados entre as cidades ocorre em função da diferença de idade das crianças pesquisadas.
O estudo é inédito e serve de alerta para mães e médicos
O estudo é fruto da tese de doutoramento do enfermeiro Carlos Eduardo Fabbri. Para o trabalho, ele usou informações de um projecto temático sobre o desenvolvimento de crianças nascidas nas duas cidades, também feito em Ribeirão Preto.
Segundo um dos orientadores de Fabbri, o professor Marco António Barbieri, da USP, o trabalho é inédito no mundo. Fabbri afirma que os resultados podem servir para consciencializar as mães sobre os perigos do fumo para o feto e que os neurologistas podem investir em pesquisas nesse campo.
Fonte: Zero Hora – 26/09/2009
[textads]







