Tradicionalmente associou-se a sobredotação a altas pontuações nos testes de inteligência e a resultados brilhantes. Contudo, há matizes nesta definição. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o sobredotado é uma pessoa com um Quociente Intelectual (QI) igual ou superior a 130 (a média é de 80-120); o Ministério da Educação (espanhol) considera sobredotadas as crianças com este mesmo QI, que apresentam um nível de rendimento intelectual superior em numerosas aptidões e capacidades, e que, além disso, aprendem com facilidade qualquer matéria ou área de saber.
Actualmente, a maioria dos especialistas prefere falar de talentos múltiplos, altas capacidades ou talentos específicos em diversas áreas, como música e matemática mas, durante demasiado tempo, enfatizou-se o QI. Segundo Alicia Díaz-Concha, presidente da Associação Espanhola de Pessoas Sobredotadas e com Talento, a chave está, sem dúvida, em 3 características:
1: inteligência extraordinária
2: grande capacidade de trabalho
3: elevado grau de actividade
Os estudos mais sérios sobre sobredotação são muito recentes: os primeiros datam dos princípios do século XX; e não existe acordo sobre o que é a sobredotação, pelo que as explicações são determinadas pela orientação particular, a filosofia, a formação, e as experiências de cada
autor.
Entretanto, é um facto que todos os modelos incluem os 3 factores citados como determinantes, utilizados pela primeira vez por Ranzulli, quando se define uma pessoa dotada com uma inteligência superior à média. Hoje, acrescentam-se outras características: capacidade de
liderança, propensão para as artes visuais e representativas, e capacidade psicomotora.
Fonte: Consumer Eroski
Traduzido do Castelhano por: Carlos Pereira







