«Ainda que estejamos celebrando o 20º aniversário do Dia Mundial da Sida – reconhece o arcebispo de Tegucigalpa –, esta doença continua a ser o maior obstáculo para alcançar os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio.»
«A pandemia ocasiona um sofrimento humano incalculável. Ameaça a infraestrutura social e económica da família humana. Deve-se fazer mais», exige num comunicado enviado à Zenit.
O purpurado anuncia que em 2009 a Cáritas prestará particular atenção à situação das crianças portadoras do HIV. «Actualmente, cerca de 30% dos adultos que precisam dos medicamentos antibióticos para prolongar a sua vida e melhorar as condições da mesma os estão recebendo.» «Contudo, unicamente 15% das crianças vivendo com o HIV recebem estes medicamentos essenciais. Muitas morrem antes do seu segundo aniversário.»
«As empresas farmacêuticas e os governos devem demonstrar liderança desenvolvendo formulações pediátricas para o HIV e melhorando a realização de testes. Nós faremos uma campanha para evitar que se percam mais vidas de crianças vulneráveis», comenta o purpurado.
O cardeal confessa que se sente «imensamente orgulhoso pela liderança da Cáritas Internacional, pelos seus 162 membros e pelas suas contra-partes católicas na resposta à pandemia do HIV».
«Juntos proporcionaremos grande parte da atenção ao HIV nos países em vias de desenvolvimento. Insistimos em todos os níveis para acabar com a discriminação e para que se elaborem políticas que levem em conta as necessidades dos mais vulneráveis à síndrome» «Parte essencial do ‘capital’ de uma pessoa pobre é a sua boa saúde. Continuaremos comprometidos a aumentar esse património.», conclui.
O conceito do Dia Mundial da Sida originou-se na Reunião Mundial de Ministros de Saúde sobre Programas de Prevenção da Sida em 1988. Desde então, os organismos das Nações Unidas, os governos e todos os sectores da sociedade civil se unem em todo o mundo cada ano para celebrar actividades em torno de temas específicos relacionados com a Sida.
Fonte: Zenit – 18/11/2008







