Os prós e os contras da musculação adolescente

O interesse dos adolescentes pela musculação tem-se manifestado cada vez mais cedo. Já não é novidade um filho de 12 anos chegar a casa e pedir aos pais para entrar na academia. A malhação tornou-se uma actividade física popular, que alimenta os sonhos de tornar corpos esguios em corpos musculados.

CriaMuscul.jpg O pedido, porém, faz muitos pais tremerem diante de um turbilhão de dúvidas. Afinal, a musculação pode ser feita na adolescência? Ela atrapalha o crescimento? Leva à atrofia dos músculos? Não seria melhor continuar na velha e boa escolinha de futebol, jogando voleibol ou natação?

Até há pouco tempo, os especialistas seriam unânimes em proibir a musculação durante a puberdade. Os hebiatras – médicos especializados em adolescentes –, todavia, têm substituído a proibição por uma recomendação: a de ter cuidado com a quantidade de peso usada nos exercícios e acompanhar o que o filho faz no ginásio.

“A musculação pode, sim, ser feita na adolescência, desde que bem supervisionada e sem a intenção de ganhar musculatura”, afirma Ricardo Barros, coordenador do grupo de medicina desportiva da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Mas, se não é para ganhar músculos, para que serve a musculação nessa fase? Assim como outras actividades, ela evita o sedentarismo, melhora o condicionamento cardiovascular, a flexibilidade e as habilidades motoras. Aumentar a massa muscular, no entanto, só se pode tornar objectivo após o pico do salto de crescimento, quando o corpo deixa para trás as características infantis e ganha as de adulto.

Nas meninas, ele costuma ocorrer entre os 12 e os 14 anos. Nos meninos, entre 14 e 16 anos. “Antes disso, o menino, por exemplo, não possui sequer testosterona suficiente para ganhar massa muscular”, diz Barros. A testosterona é a hormona responsável pelas características masculinas.


Fonte: Folha do Estado – 29/06/2010

Não descure nenhum dos hemisférios cerebrais

Educar um filho não é tarefa fácil. Pesquisa da Universidade de Montreal (Canadá), indica que as crianças que passam muito tempo vendo TV têm dificuldades em Matemática. Outros estudos apontam que o excesso de jogos de vídeo é prejudicial e há os que garantem que os jogos electrónicos auxiliam a visão. O que fazer diante de tanta informação?

Hemisfcerebrais.JPG Especialistas afirmam que o ideal é dosar as actividades, alternando tarefas que trabalhem os dois hemisférios do cérebro: o esquerdo, responsável pelo pensamento lógico, e o direito, mais criativo e sonhador.

“Para um bom desenvolvimento intelectual e social é importante mesclar actividades que estimulam os dois lados do cérebro, como jogos de lógica ou pintura”, recomenda a coordenadora do curso Daniel Azulay, Vânia Januário.

Ela lembra que, enquanto desenha, por exemplo, a criança trabalha a sensibilidade, a percepção e a intuição, características que podem ser um diferencial no futuro. “Essas habilidades reforçam a auto-estima, fundamental para a vida toda”.

Neurologista da infância e adolescência, Marco António Arruda afirma que os pais devem procurar sempre dosar a tecnologia com a criatividade. “As crianças da era digital encontram-se talvez mais aptas a relacionar-se através de um teclado do que com a fala, o olhar e o toque. É importante desenvolver a linguagem não verbal, reconhecer sentimentos através da face e dos gestos, interagir com diferentes grupos sociais, aprender a escutar, expressar as suas emoções e ser empática. Por outro lado, estudos indicam que as que lidam com computador têm maior concentração e melhores habilidades cognitivas”.

O médico explica ainda que o cérebro é um órgão dinâmico, que deve ser esculpido. “O cérebro não nasce pronto. Precisa ser estimulado e moldado. É como uma cidade com ruas e avenidas. Se não se colocarem carros nas ruas, elas fecham-se. Contar histórias, por exemplo, pode parecer uma actividade meramente lúdica, mas estimula o desenvolvimento de actividades de sequenciação e organização”.

Stress e ausência dos pais: vilões

O stress liberta a hormona cortisol, que provoca a morte das células do hipocampo, área do cérebro responsável pela memória de longo prazo. Portanto, nada de exageros.

“A criança precisa mais dos pais do que de diversas aulas extracurriculares. Talvez seja melhor jogar à bola com ela, cantar, brincar, do que colocá-la em aulas. Claro que se ela quer tocar um instrumento ou fazer algo específico, fará aula. Mas se exigirem muito dela, pode ter transtornos de ansiedade”, diz o psiquiatra Fábio Barbirato.


Fonte: Terra – 28/06/2010

G8 vai contribuir com USD 5 biliões para a saúde de mulheres e crianças africanas

Os países mais pobres vão receber até US$ 5 biliões do G8 (grupo que reúne as nações mais industrializadas do mundo) para que desenvolvam programas direccionados para a saúde de mulheres e crianças. Os governos da Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Coreia do Sul, Espanha e Suíça, além de algumas fundações privadas, comprometeram-se ainda a enviar mais US$ 2,3 biliões.

G8.jpgOs objectivos são fortalecer políticas públicas em curso e outras que devem ser implementadas, estimular a formação de profissionais de saúde e ampliar as redes de atendimento. O foco são países da África, mas a ajuda pode ser estendida a países pobres de outros continentes. O G8 é composto por Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Japão e Rússia.

“É inaceitável a melhora lenta relativa da saúde materna, embora dados recentes indiquem a redução da mortalidade [materna]. Milhares de mulheres ainda perdem as suas vidas todos os anos ou sofrem por danos provocados por causas relacionadas com a gravidez e com o parto”, diz a declaração final do G8, divulgada hoje (26).

Segundo o grupo, cerca de 9 milhões de crianças morrem por ano no mundo, antes de completar cinco anos de idade. “O nosso compromisso colectivo será reforçado a partir do apoio aos sistemas nacionais de saúde nos países em desenvolvimento para que estabeleçam tratamentos de cuidados continuados de saúde, como pré-natal, depois a gravidez, o parto e o acompanhamento da infância”, diz a declaração.

De acordo com o documento final, a doação dos recursos será acompanhada por técnicos que irão verificar a execução dos programas. O projecto envolvendo o dinheiro dos países industrializados será liderado pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio de um programa específico denominado Plano de Acção Conjunto para Melhorar a Saúde das Mulheres e Crianças no Prazo de 2010 a 2015.


Fonte: Correio Brasiliense – 26/06/2010

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