Escrito por: paralaxe
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Mar 9, 2010
A vida da Sofia “poderá depender de si”. Este é o apelo lançado por familiares e amigos de uma bebé de oito meses, a quem foi diagnosticada
leucemia, para encontrar um dador de medula óssea compatível.
Para poder “continuar a viver” a menina, residente no concelho de Condeixa-a-Nova, necessita de um transplante. “É a sua única hipótese”, refere Ana Bernardes, amiga da família e dinamizadora da campanha, surpreendida com a quantidade de pessoas que já responderam.
Sofia Domingues Fonseca aparentava ser uma menina saudável até que, de repente, tudo mudou com a descoberta da doença, há dois meses. “A bebé estava no infantário e ligaram à mãe a dizer que estava febril e tinha vomitado”, recorda Ana Bernardes. Foi encaminhada para o Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), onde os médicos estranharam a “barriga muito dilatada” e confirmaram as piores suspeitas. Sofia tem leucemia mieloide crónica, uma doença rara em crianças.
O drama dos pais, Margarida Domingues e Francisco Fonseca, de 36 anos, começou nesse momento. “A bebé tem de fazer quimioterapia todos os dias. A mãe, que trabalhava, está em casa com ela e só sai duas vezes por semana para a levar ao hospital. É um sofrimento enorme para todos”, descreve Ana Bernardes.
Segundo a amiga da família, a menina só poderá ser transplantada quando tiver um ano, mas a campanha para encontrar um dador compatível já está em marcha. Quem quiser ajudar a Sofia deve contactar o Centro de Histocompatibilidade nos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Quem poderá ajudar
Ter entre 18 e 45 anos, pesar mais de cinquenta quilos, nunca ter recebido uma transfusão de sangue, não sofrer de doenças crónicas e não estar já inscrito na base de dados: são estas condições exigidas a quem quiser ser dador de medula óssea.
Onde ajudar
Se cumprir estes requisitos, apenas tem de se dirigir aos centros de histocompatibilidade existentes em Lisboa (tlf: 217 504 100), no Porto (tlf: 225 573 470) e em Coimbra (tlf: 239 480 700/719).
Amostra de sangue
Para verificar se é compatível com as inúmeras crianças que precisam das suas células para sobreviver, basta a recolha de uma pequena amostra de sangue. Não dói nada.
Fonte: Correio da Manhã 09/03/2010
Escrito por: paralaxe
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Jan 26, 2010
Afonso Couto, de seis anos, precisa de um transplante de medula e não tem ninguém compatível na família nem em Portugal.
Trata-se de um problema recente, diagnosticado a 30 de Outubro último, que não deixa ninguém indiferente e que provocou, naturalmente, uma reacção de apoio e solidariedade: “Força, Afonso!”
Afonso Couto, seis anos apenas, é filho do piloto português André Couto, verdadeira estrela em Macau, e enfrenta, “com coragem”, uma leucemia linfoblástica aguda. O risco, esse, é bastante elevado, pelo que um transplante de medula é, nesta altura, absolutamente necessário. Urgente, mesmo.
“Já sabemos [família Couto] que não somos compatíveis. E segundo a base de dados, não há ninguém, em Portugal, compatível com o Afonso. O meu filho ainda não está, propriamente, em fase de espera, mas o ideal seria encontrarmos, o mais depressa possível, um dador num país estrangeiro. A lista de espera foi alargada há sensivelmente duas semanas”, disse André Couto ao DN, ontem à tarde.
“Ele [Afonso] está bem-disposto de espírito e é um miúdo corajoso, muito corajoso. Não chora quando leva as injecções, mas está, no entanto, em isolamento há já dez dias, no Instituto de Oncologia do Porto (IOP). Há efeitos secundários que lhe provocam alguma indisposição, resultante do problema. Contudo, e como já lhe afirmei, o Afonso é um rapaz muito corajoso”, vincou André Couto.
Entretanto, já são mais de 14 mil as pessoas, de várias nacionalidades, que se tornaram fãs da página de Afonso Couto no Facebook (“Ajudar o Afonso“). Um sinal, claro, de que o dilema que esta criança vive não é indiferente à generalidade dos cidadãos, espalhados pelo mundo, que fazem questão de se juntar a esta causa.
Garante, quem lida de muito perto com Afonso Couto, cujas semelhanças com o pai, André Couto, são evidentes, que este jovem é uma criança “divertida, bem-disposta e muito corajosa”.
Tal como muitas crianças com a sua idade, Afonso gosta de futebol e torce… pelo Benfica. Nuno Gomes, avançado, capitão dos encarnados e da selecção nacional portuguesa, é o futebolista que Afonso Couto mais aprecia no clube da Luz. E, como não poderia deixar de ser, um dos ídolos do rapaz é, além do pai, Cristiano Ronaldo, extremo internacional português do Real Madrid, de Espanha.
Durante a última corrida do World Touring Car Championship (Campeonato do Mundo de Carros de Turismo), realizada no circuito de Macau, em Novembro passado, André Couto marcou presença e fez questão de exibir, no carro que conduziu (Seat), uma tarja em que expressava todo o seu carinho pelo filho, na qual procurava motivá-lo e dar-lhe força. “May the force be with you!” Por outras palavras, “que a força esteja contigo!”.
André Couto, de 33 anos, é natural de Lisboa, onde nasceu no dia 14 de Dezembro de 1976, e um piloto com nacionalidade portuguesa que em 1981 foi viver para Macau. Na época passada competiu no campeonato japonês Super Grande Turismo (GT).
Fonte: Diário de Notícias – 26/01/2010
Escrito por: paralaxe
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Jan 22, 2010
É a primeira filha de Margarida Domingos e Francisco Fonseca, ambos de 36 anos e residentes em Condeixa. Sofia fez ontem sete meses, no mesmo dia em que iniciou em Coimbra a quimioterapia na luta contra a leucemia mieloide crónica, detectada na passada segunda-feira. Mas, o transplante de medula óssea é inevitável, dizem os médicos; por isso, os pais lançaram um alerta em busca de um dador compatível, sendo certo que no meio familiar não reside a solução para a Sofia.
Ainda é tudo muito recente, mas Margarida, engenheira agrónoma, e Francisco, operador de telecomunicações, apenas têm uma certeza: lutar até à exaustão para conseguir devolver a saúde à sua menina, que até ao final da semana passada aparentava ser uma bebé de perfeita saúde.
Sofia começou com febre e, na sexta-feira, começou a vomitar. Para os pais poderia tratar-se de uma crise relacionada com os primeiros dentinhos; no entanto, sábado a bebé não melhorava e Margarida Domingos entrou em contacto com a Linha Saúde 24, que a aconselhou a seguir, imediatamente, para o Hospital Pediátrico de Coimbra. A família assim fez e os médicos que a assistiram acharam a barriga «muito dilatada», pelo que a Sofia não voltou a sair do hospital, até que segunda-feira chegou a notícia que nenhum pai, nenhuma mãe espera ouvir.
De acordo com os especialistas, a leucemia mieloide crónica é uma doença muito rara em crianças, atingindo quase sempre adultos acima dos 40 anos. Assim que foi comunicado o diagnóstico aos pais, os médicos, adiantou a mãe, indicaram que a Sofia teria uma «grande batalha» pela frente, especialmente porque é ainda uma criança de meses, em que as defesas ainda não estão consolidadas. Seja como for, Margarida Domingos é uma mulher «com muita fé», que, ao apelar aos cidadãos que façam a sua inscrição para possíveis dadores de medula, pensa também nos outros pais e outras famílias que, nesta altura, estão a passar pelo mesmo «drama».
A família está a organizar uma campanha especial de recolha, mas até lá, todas as pessoas saudáveis, entre os 18 e 45 anos, que queiram tentar ajudar a salvar a Sofia ou milhares de pessoas um pouco por todo o mundo devem dirigir-se ao Centro de Histocompatibilidade do Centro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra, das 9h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.
Fonte: Diário de Coimbra – 22/01/2010
Escrito por: paralaxe
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Jan 13, 2010
A investigação ao desaparecimento de Madeleine McCann, na Praia da Luz, em Maio de 2007, começou como se de um rapto se tratasse. Mas “Kate e Gerry McCann foram constituídos arguidos porque os elementos recolhidos durante a investigação apontavam para morte, simulação de rapto e ocultação do cadáver da criança”, garantiu ontem em tribunal o inspector-chefe Tavares de Almeida, um dos investigadores da PJ que teve o caso em mãos até ser afastado – no início de Setembro de 2007 – quando pediu a alteração das medidas de coacção para prisão preventiva “para evitar a sua saída de Portugal”.
‘Sempre falámos em morte acidental. Até o procurador Magalhães Menezes [titular do processo] acreditava na morte de Maddie, tal como a própria Kate a determinada altura. Mas a PJ não tem poder de acusar e o processo foi arquivado’, explicou Tavares de Almeida – perante o casal McCann – na primeira sessão de contestação à providência cautelar que proibiu a venda do livro do ex-inspector da PJ Gonçalo Amaral ‘A Verdade da Mentira’.
‘Os cães detectaram sangue e odor a cadáver no apartamento e no carro alugado. E tudo o que foi recolhido foi em conjunto com elementos do laboratório de Birmingham para não haver discrepâncias. Mas, por incrível que pareça, depois de o primeiro resultado ter mostrado que 15 em 19 alelos da amostra de ADN de Madeleine coincidiam, vieram dizer que tinham contaminado as amostras’, acusou Tavares de Almeida.
A tese de morte e ocultação do cadáver foi defendida também pelo inspector Ricardo Paiva, que foi oficial de ligação entre a PJ e a família britânica. ‘Partilho da afirmação de Gonçalo Amaral no livro. Maddie morreu, provavelmente num acidente trágico, e todos os indícios apontam para que os pais tenham ocultado o cadáver’, afirmou.
A tese foi defendida pelo director da Unidade Nacional de Contra-Terrorismo (UNCT), Luís Neves – ‘a simulação de rapto, ocultação de cadáver e morte acidental são hipóteses’ – e pelo procurador Magalhães e Menezes – ‘é mais provável que a criança esteja morta’.
Satisfeitos
Tanto Gonçalo Amaral como Isabel Duarte, advogada dos McCann, manifestaram satisfação à saída da 7ª Vara Cível de Lisboa.
Tese discutida
Em julgamento está a tese defendida por Gonçalo Amaral – que acusa Kate e Gerry de responsabilidade na morte, simulação de rapto e ocultação de cadáver. O casal acusa o ex-inspector de difamação e pede uma indemnização de 1,2 milhões de euros.
Vigilância inglesa atrapalha investigação
‘Havia elementos ingleses cá, incógnitos. Fomos alvo de vigilância e altamente controlados pelas autoridades inglesas’, acusou Tavares de Almeida. ‘E a colaboração oficial era à medida das autoridades anglo-saxónicas. Por exemplo, quando solicitámos informação de Inglaterra, ainda durante a investigação à tese de rapto, ela nunca chegou’, reforça. Já Ricardo Paiva explicou que estiveram envolvidas três agências britânicas – Polícia de Leicester, MPIA e Scotland Yard – e que muitas das diligências foram sugeridas por estas.
Fonte: Correio da Manhã – 13/01/2010
Escrito por: paralaxe
Desaparecimento, Fotos, Solidariedade, Vídeos
Jan 12, 2010
Kate e Gerry McCann estão a tentar impedir que os investigadores do caso de desaparecimento da sua filha Madeleine sejam, hoje, ouvidos nas Varas Cíveis de Lisboa, no início do julgamento da providência cautelar que retirou do mercado o livro “A Verdade da Mentira“.
O argumento para este pedido apresentado ao juiz, nos últimos dias, prende-se com alegados “vícios” na oposição de Gonçalo Amaral, o ex-investigador da Polícia Judiciária de Portimão e autor daquela publicação, que defende a tese da morte de Maddie e envolvimento dos pais no desaparecimento do cadáver.
Para hoje está prevista a audição de vários elementos da Polícia Judiciária chamados pelo ex-coordenador, que poderão, eventualmente, corroborar a mesma tese. Magalhães e Menezes, procurador do Ministério Público que arquivou o processo, também foi arrolado.
No despacho final, este magistrado também admitiu a possibilidade de a menina inglesa estar morta e que o casal McCann não conseguiu provar a sua inocência – por não ter sido efectuada uma diligência de reconstituição dos factos, face à indisponibilidade dos amigos ingleses.
A advogada que representa Kate e Gerry McCann argumenta que os factos alegados pelo casal na providência cautelar – que decretou a retirada do mercado do livro de Gonçalo Amaral e respectivo documentário televisivo – devem ser dados como assentes, por não terem sido devidamente contestados.
E que, por isso, é desnecessária a inquirição dos investigadores, entre os quais se incluem Tavares de Almeida e Ricardo Paiva, da PJ de Portimão, Luís Neves, director do combate ao banditismo da PJ, e Guilhermino Encarnação, ex-director da PJ de Faro. O antigo inspector da PJ, Francisco Moita Flores, também foi chamado como testemunha. Conforme noticiou ontem o JN, outra testemunha-chave de Gonçalo Amaral era um elemento da Scotland Yard que colaborou com a investigação portuguesa. Para recusar depor, José de Freitas (inglês, apesar do nome português) enviou uma carta ao tribunal em que alega obrigação de confidencialidade e “imunidade de Estado” do Reino Unido.
O casal McCann argumenta que a constante difusão da tese do ex-coordenador da PJ coloca-os injustamente como suspeitos – contrariando o despacho de arquivamento – e que prejudica a procura da menina. Recusam a possibilidade de morte e insistem na tese do rapto.
Por sua vez, o ex-coordenador da PJ alega não ser o único a defender a hipótese de Madeleineter falecido e o possível envolvimento dos pais no desaparecimento do corpo. Sublinha basear-se em factos reunidos no processo – incluindo “indícios” detectados por cães ingleses.
Fonte: Jornal de Notícias – 12/01/2010
Escrito por: paralaxe
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Jan 8, 2010
Chama-se Eduardo, tem 19 meses, sofre de leucemia e precisa urgentemente de um dador compatível. O sorriso contagiante e a genica do pequeno Eduardo mascaram os momentos difíceis pelos quais está a passar. Há quatro meses foi-lhe diagnosticada leucemia.
“Ele tinha caído na ama numa sexta-feira e ficou com uma pisadura na cabeça. A gente não passou cartão porque isso é normal. Só que no domingo ele acordou com os olhos e a barriga muito inchados. Levámo-lo ao Hospital de S. João mas mandaram-no embora”, recordou Vera Martins, mãe do menino. Como os sintomas se mantinham a mãe levou o Eduardo ao médico de família que lhe passou uma carta para se dirigir ao Hospital de S. João.
O pequeno Eduardo, depois de alguma insistência da mãe acabou por ser visto por uma médica no Serviço de Pediatria que estranhou o facto de a criança estar constantemente a dar entrada na Urgência do hospital. Feitos os exames confirmava-se o pior. Eduardo sofre de leucemia e apresentava um quadro grave de doença respiratória. “Para mim foi um choque imenso e disse que eles estavam enganados nos exames do Eduardo, que era impossível. Problemas na parte respiratória eu sabia que tinha, mas leucemia não”, adiantou a mãe.
O pequeno Eduardo acabou por ficar internado no Hospital de S. João onde esteve em coma cerca de duas semanas e quando acordou “foi ele próprio que tirou o tubo da boca. No hospital já lhe chamam herói”, disse.
Depois de debelada a primeira dificuldade havia outra ainda maior à espera do pequeno Eduardo. Ficou internado no Instituto Português de Oncologia (IPO), em isolamento total para não contrair infecções e esperar para encontrar um dador de medula compatível.
Já passaram quatro meses e ainda não foi encontrado um dador compatível para o Eduardo. Apesar de muitas pessoas terem já feito os testes, nem mesmo o irmão de sete anos pode salvar este pequeno herói.
O Eduardo vive o dia-a-dia numa autêntica corrida contra o tempo, de tratamento em tratamento sem que nenhum até agora se tenha revelado eficaz para o salvar. De dia para dia o estado de saúde deste menino vai piorando e a mãe, Vera Martins, deixa um apelo desesperado: “Por favor dêem um pouco de sangue para a análise para saber se podem salvar o meu filho. É apenas um pouco de sangue que não faz falta e pode salvar a vida do meu filho”.
Menino-leucemia
As lágrimas invadem os olhos desta mãe que, no entanto, não perde a esperança de que apareça alguém que salve o seu filho.
De baixa há quatro meses, Vera Martins conta com o apoio de amigos e familiares mas sobretudo da empresa onde trabalha, a Savinor, que na próxima segunda-feira, dia 11 de Janeiro, leva a cabo, em colaboração com o Centro de Histocompatibilidade do Norte (CHN), uma acção de recolha de amostras para tentar encontrar um dador que possa salvar a vida desta criança.
Três recolhas marcadas para Janeiro
Numa autêntica corrida contra o tempo, o CHN, com a colaboração de diversas instituições está a levar a cabo várias acções para tentar encontrar um dador compatível.
Na próxima segunda-feira, dia 11 de Janeiro entre as 10 e as 16 horas decorre uma recolha nas instalações da empresa Savinor, situada na Rua da Cancela Vermelha, lugar de Rindo, freguesia de Covelas. Já no domingo, dia 17 de Janeiro é a vez da Junta de Freguesia de S. Romão do Coronado colaborar recebendo uma equipa que vai recolher durante o dia, entre as 10 e as 16 horas, as amostras sanguíneas das pessoas que quiserem associar-se a esta causa.
Na Junta de Freguesia da Maia, situada junto ao Jardim Zoológico, a recolha tem lugar no dia 24 de Janeiro também entre as 10 e as 16 horas.
E porque o sangue não tem preço e a vida do Eduardo também não, associe-se a esta causa. Tem apenas de tirar um pouco de sangue para salvar o pequeno Eduardo. Não acha que ele merece?
Fonte: O Notícias da Trofa – 08/01/2010
Escrito por: paralaxe
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Jan 4, 2010
Taynara Medeiros de Souza não anda, não fala e nem pode brincar. A menina de sorriso fácil tem três anos, mas nem de longe lembra uma criança da mesma idade. Por conta da paralisia cerebral, ela divide o tempo entre o colo da mãe, do pai ou da avó. Não consegue sentar-se sozinha nem segurar os brinquedos que enfeitam a casa simples onde mora, em Ceilândia Norte.
Inconformados com a situação da criança, os pais de Taynara resolveram procurar ajuda. Depois de muitos contactos, a menina foi aceite numa clínica na China que realiza tratamento com células-tronco. Mas o motorista Ednelson Pereira de Souza, 37, e a assistente administrativa Rejane Medeiros, 39, não têm condições de pagar os custos da viagem.
Apesar do alto preço do tratamento — cerca de R$ 70 mil entre o valor da viagem e das aplicações —, a esperança da família continua viva: eles lançaram uma campanha e um blog (Taynara E Um Sonho) para arrecadar recursos e, assim, levar Taynara para a China o mais rápido possível. Já conseguiram arrecadar R$ 6,3 mil, mas ainda estão distantes da quantia necessária para a viagem. A clínica, pioneira nesse tipo de tratamento, fica na cidade chinesa de Shenzhen, próximo à fronteira com Hong Kong. A aplicação de células-tronco na tentativa de recuperar as células cerebrais danificadas não é sequer permitida no Brasil — a técnica é polémica e ainda contestada por alguns cientistas. Mesmo sem garantias totais de êxito, muitos pacientes têm atravessado o mundo em busca dessa nova forma de tratamento.
Outras crianças já fizeram esse mesmo caminho e conseguiram sucesso. Uma das pioneiras, a menina pernambucana Clara Pereira, com apenas um ano foi submetida à técnica chinesa. Antes, a menina não conseguia nem manter o tronco e a cabeça erectos. Depois da viagem, já se senta e come quase normalmente.
“Ligámos para os pais da Clara e ficámos muito animados com o resultado. Conversámos com as famílias de outras crianças que fizeram o tratamento e todas elas conseguiram progressos”, justifica a mãe de Taynara. Rejane conta que o seu grande sonho é ver a filha andar e segurar objectos: “Hoje, a Taynara só pode ficar no colo da gente. Nem na cadeira de rodas ela tem firmeza suficiente”.
Os pais da menina revezam-se nos cuidados. Rejane trabalha durante o dia numa agência de viagens e Ednelson de Souza é motorista de uma empresa de madrugada. Assim, ele pode acompanhar Taynara na escola pública de ensino especial.
Fonte: Correio Braziliense – 04/01/2010