Menina de 13 anos morre por hemorragia interna, três dias depois do casamento

Uma menina iemenita de 13 anos de idade morreu de hemorragia interna três dias depois de ter sido obrigada a casar, informaram grupos de defesa dos direitos humanos do Iémen. Segundo agências de notícias, o sangramento terá ocorrido depois de uma relação sexual.

O caso ocorre em meio ao debate sobre a determinação de uma idade mínima para que as meninas se casem no Iémen, onde mais de um quarto delas se casam com menos de 15 anos de idade.

Uma lei de 2009 determinou a idade mínima como 17 anos, mas foi rejeitada depois de legisladores afirmarem que ela é anti-islâmica. Uma decisão final deverá ser tomada ainda neste mês.

As autoridades do Iémen não confirmaram a morte.

A menina, que se terá casado com um homem na faixa dos 20 anos de idade, morreu no oeste do país, na semana passada, segundo o grupo de defesa dos direitos humanos Fórum das Irmãs Árabes (SAF, na sigla em inglês).

Numa declaração obtida pela agência de notícias Reuters, a directora regional da Unicef, Sigrid Kaag, disse que a agência da ONU está “horrorizada com a morte de mais uma menina noiva no Iémen”.

Grupos de defesa dos direitos humanos vêm pressionando as autoridades para proibir o casamento de crianças arranjado pelas famílias no Iémen, que tem uma estrutura social tribal.

Fonte: BBC – 09/04/2010

Pornografia traz infelicidade para adultos, jovens e crianças

Um grupo de pesquisadores do Instituto Witherspoon, nos Estados Unidos, divulgou esta quarta-feira um estudo que demonstra que a procura por pornografia aumentou devido às novas tecnologias e que o seu consumo tem impactos negativos nas relações inter-pessoais, na produtividade no trabalho e na felicidade dos indivíduos.

VicioPorno.jpg Mary Anne Layden, directora do programa de traumas sexuais e psicopatologia da Universidade da Pensilvânia, afirma que “os que vêem pornografia acreditam que a sua vida sexual vai melhorar, mas acontece que são pessoas que sofrem de ejaculação precoce e têm problemas para se relacionar” com outras pessoas.

O excesso de pornografia a que se assiste na Internet provoca alterações nas atitudes sociais e nas crenças dos indivíduos, segundo o site ‘G1’.

Outros estudos revelam que as mulheres se sentem traídas quando descobrem que os seus parceiros vêem pornografia, o que leva ao desencadeamento de problemas no casal que culmina no divórcio.

Segundo dados da Sociedade Americana de Advogados Matrimoniais relativos ao ano de 2003, 56% dos 350 casos atendidos tinham ligação ao consumo obsessivo de pornografia por parte de um dos parceiros.

O facto de a pornografia não ser considerada um problema grave da sociedade, levou muitos especialistas norte-americanos a reivindicarem uma maior atenção a este tipo de casos e a incluírem no manual utilizado para fazer diagnósticos psiquiátricos doenças do foro sexual, como a dependência do sexo e a pornografia.

A investigadora, Layden, afirma que os softwares de bloqueio de sites pornográficos não são suficientes já que os códigos de desbloqueio estão disponíveis noutras páginas online. Layden vai ainda mais longe ao dizer que “a presença da pornografia na vida de muitos meninos e meninas adolescentes é muito mais significativa do que a maioria dos adultos crê”.

Para Mary Eberstadt, investigadora do Instituto Hoover, é urgente “mudar o que socialmente não é visto como algo mau” e sensibilizar as pessoas para os perigos que a exposição à pornografia pode representar no desenvolvimento saudável das crianças e dos jovens.


Fonte: Correio da Manhã – 17/03/2010

ONG suíça lança no mercado preservativo para jovens

Acaba de ser lançado no mercado suíço um preservativo especial para jovens. A intenção é oferecer mais protecção contra a gravidez indesejada e evitar doenças sexualmente transmissíveis entre jovens.

Mais apertada dos que a convencional, o novo preservativo será distribuído também em escolas, o que está a gerar polémica. As reacções dos media e de especialistas à novidade são mistas.

Uma sondagem feita a 1480 jovens e publicada em Novembro de 2008 pela Comissão Federal Suíça para Questões da Infância e da Juventude, revelou que os jovens de 12 a 14 anos não se protegem suficientemente ao manter relações sexuais.

Os autores do estudo concluíram que há um “comportamento de risco” nessa faixa etária. “Muitas vezes, os jovens não encontram preservativos que lhes sirvam”, disse a porta-voz da ONG Swiss Aids Federation, Bettina Maeschli, à agência de notícias suíça SDA.

Por isso, a Ajuda Suíça contra a Sida acaba de lançar, em cooperação com a Fundação para Saúde Sexual e Reprodutiva “Planes” e a Associação Selo de Qualidade, um preservativo chamado “Ceylor Hotshot”.

O preservativo especial para jovens pode ser comprado no comércio e também na loja electrónica da Ajuda Suíça contra a Sida. Uma caixa com seis unidades para o “prazer sob medida”, como diz a publicidade, custa 7,90 francos suíços. O preservativo será distribuído também por pedagogos em aulas de educação sexual.

“Trata-se de falar sobre o tamanho correcto porque falta um preservativo apertado no mercado. Os rapazes devem saber qual é a adequada”, disse Maeschli. Inicialmente, serão fabricados 55 mil caixas, mas a fabricante Lamprecht AG comprometeu-se a produzir mais se houver procura.

Reacções

“Ajuda contra a Sida lança preservativos para crianças”, alfinetou o portal de notícias 20 Minuten, um dos mais lidos da Suíça. Segundo o portal, alguns políticos temem de que o preservativo para jovens, já confrontados precocemente com a sexualidade e a pornografia, estimule-os a manter relações sexuais mais cedo.

“Também o facto de os preservativos serem distribuídos em escolas dá que pensar. Até especialistas que participaram no desenvolvimento do preservativo divergem sobre o seu sentido”, afirma o portal Tagesanzeiger.ch/Newsnetz.

“Isto não é um preservativo para jovens e sim um mais apertado para pénis pequenos. Falar de preservativo para jovens é um engano”, diz um pedagogo sexual envolvido no projecto e citado pelo portal, mas que prefere manter-se anónimo.

“A nossa motivação para este preservativo foi claramente a juventude, mas obviamente também queremos atingir homens adultos. E ele não será distribuído nos pátios das escolas”, explica Bettina Maeschli, porta-voz da Ajuda Suíça contra a Sida.

“Não pode fazer mal”

“Eu questiono o preservativo para jovens, mas em si ele não é problemático”, disse Esther Elisabeth Schütz, directora do Instituto de Pedagogia Sexual de Zurique ao portal Tagesanzeiger.ch/Newsnetz. “Ele não pode fazer mal.”

Schütz também não acredita que o preservativo estimule jovens com mais de 12 anos a manter relações sexuais mais cedo. “Nós esclarecemos crianças a partir dos dez anos. Mas nem por isso elas mantêm relações sexuais a partir desta idade.”

Segundo ela, o importante é o que os jovens tenham escolha na hora de comprar preservativos e que antes especialistas tenham conversado com eles sobre sexualidade.

Fonte: SwissInfo – 02/03/2010[textads]

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