Relatório da Norton sobre os perigos da internet

Instrumento que se tornou fundamental na vida quotidiana dos cidadãos, a Internet e as modernas redes sociais trazem, no entanto, graves perigos que nem sempre são acautelados. Os mais novos são, em geral, os alvos preferenciais dos “ataques” através da NET. A Norton alerta e aconselha os pais no caminho a seguir para proteger os seus filhos.

CriancInternet.jpgA Norton fez, e publicou, um estudo sobre a relação das famílias com a Internet. Realizado com base num inquérito feito em 14 países, ouvidas mais de 2800 crianças e 7000 adultos em todos os continentes, o relatório conclui que as famílias, e sobretudo os mais jovens, são atingidos por várias experiências negativas que passam por situações variadas como exposição à nudez, tentativas por parte de estranhos para travarem conhecimento na vida real (41%), ou mesmo contaminação dos computadores com vírus captados em “downloads” (33%).

60% das crianças abrangidas pelo estudo já tiveram contacto com actos de violência ou de nudez, enquanto 10% já foram alvo de tentativas de aliciamento para encontros na vida real. Os novos meios de comunicação cada vez mais expandidos na Internet, das redes sociais – o facebook, o Twitter, entre outros -, são locais preferidos por internautas para aliciarem os menores a acederem a encontros na vida real.

Experiências negativas que, de acordo com o relatório, têm um “profundo impacto emocional” nos jovens, chegando mesmo o documento a quantificar em cerca de um quinto as crianças que posteriormente se sentem embaraçadas ou arrependidas.

Preocupado há muito com esta temática, Tito de Morais fundou em Portugal o projecto Miúdos Seguros na Net, e nessa qualidade esteve presente na apresentação do relatório.

“Achei muito interessante saber o que os jovens sentem quando questionados sobre as suas experiências negativas”, afirmou, acrescentando que “muitos jovens têm sentimentos de culpa em relação a situações de que, muitas vezes, nem são responsáveis. E isso alerta-nos para a necessidade de, como pais, partilharmos essa responsabilidade”.

Esta prevenção deve ser “um trabalho de toda a sociedade” mas deverá ter como principal esteio o seio familiar e muito especialmente o núcleo mais restrito dos pais.

“Podemos fazer parte das redes de que os nossos filhos fazem parte”, diz Tito de Morais, que explica que assim poderão os pais detectar muitas das situações menos correctas que diariamente perpassam pelas páginas da Internet.

“Muitas vezes há sinais simples: a frase que ele deixou como pensamento do dia ou a frase que escreveu como mensagem de status no Messenger“, adiantou, lembrando que isso torna ainda possível “ver quem faz parte da rede deles (e) quem são os ‘amigos’”, explica.

A responsabilidade da apresentação do estudo é da Symantec, cujo responsável concorda com Tito de Morais ao afirmar que o importante é deter o mais possível de informação.

“Imagine que o seu filho está a entrar numa página com o subtítulo ‘conteúdo de sexo‘. Pode tratar-se de um grupo de música ou uma canção, mas se ler esta mensagem sem conhecer o que está por trás é capaz de ter uma zanga com o seu filho e isso vai afastar-vos”, explica o responsável da Symantec.

Nos tempos que correm, “existe um grande distanciamento entre a família – os pais – e as crianças”, não sendo raro que os pais pensem “que as crianças usam a Internet para coisas diferentes do que usam”, alerta o responsável pela Symantec.

Salvador Tapia Rodriguez rejeita em absoluto o bloqueio do acesso dos jovens à Internet. Para ele, a opção passa por que “os pais tenham conhecimento de quanto tempo é que os filhos estão na Internet, se têm uma ou 10 contas no Facebook”.

Os pais devem-se envolver mais nas actividades dos filhos e estarem atentos às suas actividades.


Fonte: RTP – 24/06/2010

Cuidado com os objectos pequenos

a_radiogrcomprego.jpg Imagens de exames de raios X realizados nos corpos de dezenas de crianças mostram objectos que foram aspirados ou engolidos. A aspiração de um corpo estranho, como uma moeda, é a terceira causa de morte acidental em crianças.

Uma colher de chá, um prego, moedas, pulseiras, presilhas de cabelo: é até difícil de acreditar, mas esses objectos foram engolidos e até aspirados por crianças.

“A aspiração de um corpo estranho ou mesmo a ingestão de um corpo estranho ocorre principalmente em crianças mais novas, de 1 a 6 anos. Com picos de idade de 1 a 3 anos”, disse António Soares de Souza, radiologista pediátrico.

A assistente social Terezinha Lisieux já passou por momentos complicados com o filho. “Na época, ele tinha 3 anos. Ele ingeriu uma moeda de cinquenta centavos, em 2007. No ano passado, em 2009, ele ingeriu um botão da bermuda jeans”, contou.

Uma pesquisa feita por médicos de um hospital infantil em Curitiba, um dos maiores do país, mostrou que as moedas são os objectos mais encontrados nos exames.

Alguns casos são impressionantes. Uma criança conseguiu engolir uma colher de chá. Uma outra, uma chave e outra, parafusos. Mas o problema é ainda pior quando as crianças aspiram pequenos objectos. “Obstrui a respiração e aí o atendimento médico tem que ser imediato, para que a criança não venha a ter uma paragem respiratória ou até mesmo uma paragem cardíaca”, afirmou a pediatra Maria das Neves Batista.

Peça só foi localizada após 11 anos

Um paciente ficou com uma corrente presa no nariz. Já o exame de um outro adolescente mostra parte do pulmão comprometida por uma série de infecções. Tudo motivado por uma pequena peça de plástico que ele aspirou quando tinha apenas dois anos de idade, mas que só foi localizada 11 anos mais tarde.

São tantos os objectos estranhos e inusitados, que os próprios médicos são apanhados de surpresa na hora dos exames. Num hospital no Rio, médicos resolveram montar uma exposição em que o visitante até duvida que tudo que está no quadro exposto tenha sido engolido ou aspirado por crianças.

“O corpo estranho que vai para o pulmão pode provocar falta de ar e é necessário procurar o serviço com urgência. De esófago vai dar incomodo, mas não tem risco imediato. Deve procurar e deve resolver o mais breve possível, mas sem muito desespero”, afirmou o chefe do sector de otorrinolaringologia do hospital, Walter Sadlacek.

Fonte: Globo – 28/04/2010

Detector de imagens pornográficas

Num mundo onde 25% das crianças são expostas a material pornográfico não desejado, é difícil saber como proteger a sua família.

A empresa americana Paraben, sediada no Utah e especializada em aplicações forenses, anunciou o lançamento de uma linha de produtos projectados para serem usados por todos para obter a informação digital que irá ajudar a manter seguros os seus entes queridos.

“Confio na minha família”, mas “não confio na internet. Foi por isso que nós desenvolvemos esta linha de ferramentas”, diz Amber Schroader, CEO da Paraben Corporation.

Uma dessas ferramentas é o PornStick, um detector digital de pornografia que realiza uma espécie de varredura no computador para captar imagens que explorem ou sugiram conteúdo pornográfico.

A nova tecnologia serve tanto para pais preocupados com o conteúdo dos sites acedidos pelos filhos, como para entidades policiais, que já não precisam de passar vários dias investigando um computador suspeito de armazenar pornografia infantil. A imagem é identificada mesmo que tenha sido apenas visualizada na internet ou ainda que o arquivo tenha sido apagado do computador.

Especificações

Formato
Pendrive, utilizável em qualquer computador com Windows 7, Vista ou XP.

Portabilidade
O software de detecção está incluído na pendrive, que funciona ligada a uma porta USB, pelo que pode ser usado em qualquer computador.

Rapidez
Uma pesquisa feita num disco de 500 GB (gigabytes) com 70.000 imagens, dura entre uma hora e hora e meia.

Precisão
O PornStick usa algorítmos avançados de análise das imagens, categorizando-as como potencialmente perigosas por meio de detecção de características faciais, tons de cor das faces, fundo das imagens, formas corporais, e outras, com uma acuidade de pesquisa que ronda os 99%.

Relatório
Depois da pesquisa é fornecido um relatório das imagens potencialmente perigosas.

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