Escrito por: paralaxe
Fotos, Rapto, Tráfico, Vídeos
Jan 22, 2010
A Unicef está a investigar a associação que se preparava para levar crianças órfãs para os Estados Unidos para adopção e que na quinta-feira pediu apoio à equipa portuguesa da ajuda humanitária instalada no Haiti, escreve a Lusa.
Elementos da associação Brent Gambern Ministeries Helping pediram quinta-feira ao coordenador da equipa de ajuda humanitária portuguesa, Elísio Oliveira, se podiam usar as instalações no aeroporto de Port-au-Prince. O comandante da Protecção Civil, Elísio Oliveira, aceitou o pedido mas seguiu de imediato para a base da Unicef em Port-au-Prince para lançar o alerta.
«Não há controlo»
O aumento do tráfico de crianças haitianas preocupa o representante da Unicef no Haiti, Guido Cornale, que lembra que «neste momento, não há qualquer controlo e tudo pode acontecer».
Em declarações à Lusa, Guido Cornale disse que o tráfico de crianças é neste momento uma das maiores preocupações da Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). «Temos denúncias de situações», disse, não querendo adiantar detalhes.
O caos nos hospitais sobre-lotados de Port-au-Prince, onde entram e saem diariamente centenas de pessoas sem qualquer controlo, pode ser um cenário atractivo para raptos.
É fácil tirar crianças
«Neste momento é fácil tirar uma criança de um hospital sem que ninguém se aperceba», sublinhou o representante da Unicef.
Nas ruas da cidade e nos acampamentos que foram montados após o terramoto, milhares de crianças passeiam sozinhas sem qualquer controlo. Situações que agravam um problema que não é de agora.
«No Haiti, sempre houve um problema de tráfico de crianças que era feito habitualmente por terra. Aqui na ilha, levavam-nas para a República Dominicana», disse à Lusa outra responsável da Unicef, que pediu para não ser identificada.
O drama dos órfãos
Soube-se, entretanto, que os EUA estão a trabalhar com as Nações Unidas e com o governo do Haiti para acompanhar a situação das crianças, especialmente os órfãos, que se encontram em situação dramática, afirmou Janet Napolitano.
«Há, tragicamente, muitas crianças, de todas as idades, separadas das suas famílias, que já não as tinham ou que as perderam», disse a secretária de Segurança Nacional norte-americana, questionada pela Lusa.
«Temos que gerir esta questão de forma correcta. Estamos a trabalhar com as Nações Unidas e com o governo do Haiti para tomar medidas adequadas sobre as crianças. E haverá muitas tragicamente», afirmou em Toledo (Espanha).
Fonte: TVI 24 – 22/01/2010
Escrito por: paralaxe
Pedofilia, Prostituição, Rapto, Solidariedade, Tráfico
Jun 2, 2009
Cerca de 150 milhões de raparigas e 73 milhões de rapazes menores de idade são todos os anos vítimas de exploração e violência sexual no Mundo, segundo um relatório divulgado esta terça-feira pelo Comité Alemão da
Unicef, em Berlim.
O relatório do Comité Alemão para o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), apresentado esta terça-feira em Berlim, Alemanha, pelo actor Roger Moore, embaixador de boa vontade daquela organização, estima que milhares de crianças sejam vendidas anualmente para o estrangeiro para fins sexuais.
Acresce que milhões de raparigas e rapazes menores de idade são “anualmente vítimas de violência sexual na escola, área de residência, local de trabalho e prisões”, adianta o documento.
Segundo estimativas da Unicef, apenas na Ásia um milhão de crianças é explorado para fins sexuais todos os anos, entre 60 e 100 mil crianças são vítimas do comércio sexual nas Filipinas, mais de 15 mil crianças prostituem-se diariamente nas regiões turísticas do Quénia e mais de trinta mil na África do Sul (metade das quais menores de 14 anos).
Dados de um estudo das Nações Unidas sobre a violência contra crianças, citados no relatório da Unicef, apontam que 1,8 milhões de crianças em todo o Mundo são anualmente obrigadas à prostituição e à pornografia, enquanto 1,2 milhões de menores são vendidos como mercadorias, principalmente para exploração sexual.
O relatório do Comité Alemão da Unicef lamenta que, nos últimos anos, o tráfico de crianças, a exploração sexual de menores e a pornografia infantil se tenham tornado em mercados com lucros exorbitantes.
A Articulação Internacional contra Prostituição, Pornografia e Tráfico de Crianças e Adolescentes (ECPAT, na sigla em inglês) estima que o lucro anual da prostituição e pornografia infantil ronde 12 mil milhões de dólares (cerca de 8,3 milhões de euros), uma actividade altamente rentável que vem logo a seguir ao tráfico internacional de armas ou drogas.
Quanto à pornografia infantil, o relatório da Unicef na Alemanha lembra que, em 2003, as estimativas do Governo alemão apontavam para que “mais de três milhões de imagens estivessem acessíveis na web”, um número que terá aumentado com a maior utilização da Internet, que tem vindo a ajudar a proliferação deste tipo de material pornográfico.
O relatório refere ainda que, segundo a organização internacional ‘Innocence in Danger’ (Inocência em Perigo), existam mais de 50 mil consumidores regulares de pornografia infantil na Alemanha.
Fonte: Açoriano Oriental – 02/06/2009
Escrito por: paralaxe
Desaparecimento, Rapto, Segurança, Tráfico
Apr 16, 2009
“Child Locator” ou serviço “Localizz” são exemplos de “calmantes tecnológicos” usados pelos pais. Psicólogo alerta para “falta de tempo conjunto” entre pais e filhos
A utilização de sistemas de localização de crianças por GPS deve ser feita “de forma responsável.” Segundo o psicólogo Francisco Machado, “esta tecnologia pode funcionar como uma segurança extra, mas não deve substituir determinado tipo de rotinas de autonomia que devem ser dadas às crianças, nomeadamente a responsabilidade de dizer aos pais onde estão, a responsabilidade de cumprir horários e de usar percursos conhecidos.”
Concebido exclusivamente com tecnologia portuguesa, o dispositivo de localização de crianças “Child Locator” está no mercado desde Novembro e vendeu, até agora, 300 exemplares. Além de sistemas com GPS, há também serviços disponibilizados pelos operadores móveis como é o caso do “Localizz” da TMN. O JPN contactou a referida operadora e conseguiu apurar que “actualmente, este serviço da TMN está essencialmente focalizado nos pais ou encarregados de educação.”
Na opinião de Francisco Machado, a idade da criança é um aspecto fundamental a ter em conta na utilização de sistemas de localização por GPS. “É um método interessante para as crianças mais novas e acho que poderá ser bastante benéfico, mas, na minha opinião, fará mais sentido em idades precoces”, defende o psicólogo.
“Dificilmente um adolescente irá achar piada a que seja exercida uma forma intensa de controlo sobre si”, acrescenta Francisco Machado.
Segurança pode ser “ilusória”
Em entrevista ao JPN, Francisco Machado defende que “os pais têm de ter a noção de que a falta de segurança faz parte da função de pai, ou seja, não é por haver uma máquina que lhes diz 24 horas sob 24 horas onde estão os filhos que vai fazer com que eles estejam mais seguros.” O psicólogo alerta, assim, para a possibilidade de as crianças “deixarem o transmissor na mochila dentro da escola, indo a outro sítio sem os pais saberem.”
Os dispositivos e outros sistemas de localização surgem como adaptações das necessidades dos pais à dinâmica dos seus dias. “A falta de tempo conjunto de pais e filhos, principalmente nas famílias em que ambos os pais trabalham, leva a que reste pouco tempo para se trabalharem questões de confiança que só conseguem ser trabalhadas através de partilha de experiências”, esclarece Francisco Machado. Os localizadores funcionam, segundo o psicólogo, como “um calmante tecnológico” para os pais.
Sistemas de localização dividem pais e avós
Carolina Carvalho, de 71 anos, tem dois filhos e três netos. Concorda com a utilização de dispositivos de localização de crianças e afirma que, na altura em que educou os filhos não havia este tipo de instrumentos. “Não havia nada disso. Quando os ingleses vinham cá, às vezes, traziam as crianças numa espécie de trela. Eu via isso e achava um bocado estranho, mas depois comecei a compreender que era uma forma de controlar o miúdos e achei muito bem”, confessa.
Contrariamente, Mariana Azevedo, de 22 anos, foi mãe há sete meses e assegura que “não usaria o sistema de localização com a Leonor, aliás, jamais o usaria.” A jovem acredita que este tipo de tecnologia pode tornar-se um “obstáculo à liberdade das crianças.” “Penso que tudo passa pela criação de uma relação de confiança entre pais e filhos, dando-lhes conta dos perigos do mundo e da necessidade de haver regras. Não basta impô-las”, defende Mariana Azevedo.
Ilda Andrade é professora na escola EB 2,3 de Freixianda e afirma não ter conhecimento de nenhuma criança que utilize dispositivos com GPS. Ainda não tem filhos, mas não descarta a utilização desta tecnologia um dia mais tarde, “acima de tudo por uma questão de segurança.”
Fonte: JPN – 16/04/2009
Escrito por: paralaxe
Desaparecimento, Rapto, Segurança, Tráfico
Apr 6, 2009
Ainda não é um campeão de vendas, mas está a suscitar a curiosidade de muitos pais: o Child Locator é o primeiro dispositivo de localização de crianças 100% feito com tecnologia portuguesa. Está no mercado desde Novembro e, até agora, vendeu perto de 300 unidades.
Em Portugal, a discussão sobre os efeitos deste controlo parental “full time” junto dos mais novos está ainda a começar. Porém, Alexandra Simões, da Linha SOS Criança Desaparecida, avisa desde já que as vantagens oferecidas por estes “gadgets” electrónicos não podem levar os pais a descurar a vigilância sobre os menores. Outro dos problemas, apontado por António Osório, do Instituto de Estudos da Criança (IEC-UMinho), “é o sentimento de culpa que estas tecnologias podem criar nos pais”.
António Baptista, de 33 anos e pai de uma criança de sete, garante que quando comprou o dispositivo não foi para casa a pensar que ia proteger a filha de todos os perigos do mundo. “O que aconteceu foi que eu e a minha mulher passámos a andar com mais paz de espírito”, desdramatizou.
Este economista diz-se consciente de que a filha não vai aceitar andar com o Child Locator quando chegar à adolescência. Mas, por enquanto, “até acha graça àquilo”. E os pais aproveitam para relaxar. “Recebemos SMS no telemóvel a confirmar o percurso normal da nossa filha, desde a escola até casa dos avós. Portanto, usamos isto numa óptica informativa que também serve, por exemplo, para saber, quando é a empregada a levá-la à escola, se estão a sair de casa a horas. Não penso que a autonomia dela esteja a ser posta em causa”.
Paz de espírito ou falsa sensação de segurança?
David Pinheiro, gestor deste produto da Inosat, explica que o dispositivo de localização GPS tem um localizador muito semelhante ao da Via Verde. Este deve ser colocado na mochila ou num bolso da criança, permitindo aos pais saber, a qualquer momento (e a partir de um telemóvel, PDA ou computador), onde se encontram os filhos, “sem terem que estar a telefonar-lhes a todo o momento”. “O objectivo é mesmo proporcionar paz de espírito aos pais”, sublinha, ressalvando que “a Inosat nunca ‘vendeu’ a ideia de que o Child Locator é capaz de ajudar a prevenir um rapto”. Apesar disso, reconhece que “há pais que o compram com esse intuito”.
Em países como Inglaterra as preocupações relativamente à segurança dos menores seguem muito mais avançadas. Em Outubro de 2007, o jornal The Guardian destacava a invenção do primeiro casaco para crianças com tecnologia GPS. A fabricante, uma empresa especializada no fabrico de vestuário para forças policiais, tinha acabado de descobrir no receio dos pais relativamente à segurança dos filhos um nicho de mercado a explorar. O casaco (preto, de corte moderno e com um bolso para o iPod) custava 250 libras, mais 10 libras de mensalidade pelo uso da tecnologia GPS.
Ainda em Inglaterra, o professor Kevin Warwick, da Reading University, levou mais longe a discussão ao criar um “microchip” susceptível de ser implantado no corpo de uma criança ou adolescente. E não faltaram pais interessados naquela resposta “hi-tech” aos seus piores medos mas, segundo a BBC, o investigador foi travado pelos protestos de várias associações protectoras das crianças. “Um chip destes não ia salvar vidas ou afastar os perigos. Pelo contrário, ia dar uma falsa sensação de segurança. A única vantagem é que a polícia poderia ser capaz de descobrir o corpo mais depressa”, reagiu Michele Elliott, responsável pela Kidscape.
E há outros problemas que surgem à boleia destas tecnologias. “Como é que, perante um problema que surja, um pai lida com a culpa de saber que ignorou a tecnologia que tinha à sua disposição para evitar esse mesmo problema?”, questiona António Osório, professor auxiliar no Instituto de Estudos da Criança.
A coordenadora da Linha SOS Criança Desaparecida, Alexandra Simões, concorda que dispositivos como o Child Locator “podem dar uma falsa sensação de segurança aos pais e prejudicar o processo de transição dos menores à idade adulta”. Sem diabolizar esta tecnologia, Simões diz que tem que haver um compromisso entre “a protecção das crianças e o respeito pelos seus direitos e liberdade”. Dito de outro modo, “não é controlando todos os passos de uma criança que os pais a ensinam a ser autónoma e responsável”, sendo que, tratando-se de um adolescente em idade de testar os limites, “é muito natural que o dispositivo seja largado no cacifo da escola para enganar os pais”. Por outro lado, “alguém que tenha um filho doente, ou diabético ou hemofílico, pode encontrar algum conforto no facto de o poder localizar a qualquer momento”, reconhece esta responsável.
Mais de 70 desaparecimentos em 2008
A Inosat também pensa assim, segundo David Pinheiro. Por isso, a empresa já fechou uma parceria com a Associação Portuguesa de Familiares e Amigos de Doentes de Alzheimer (APFADA) que proporciona aos associados 10% de desconto na compra do aparelho. O preço ronda os 360 euros e, porque o dispositivo permite a definição de zonas de segurança e o estabelecimento de alertas automáticos quando o portador do dispositivo entra ou sai de locais específicos, a associação reconhece os seus benefícios, não tendo deixado, porém, de alertar no seu site para a necessidade de respeitar “a liberdade de movimentos das pessoas com demência”.
Dentro de pouco tempo, a empresa, que também fabrica e comercializa o Car Locator, deverá lançar o My Locator, um dispositivo semelhante ao Child Locator “mas com um ‘branding’ diferente, para deixar claro que também pode ser usado para localizar malas de viagem ou estojos com instrumentos musicais”.
Em 2008 foram comunicados 76 desaparecimentos de crianças e adolescentes, segundo a Linha SOS Criança Desaparecida. Na maior parte dos casos (34), os desaparecidos tinham entre 11 e 15 anos, seguindo-se o grupo etário dos 16 aos 21 anos. Quanto aos motivos do desaparecimento, a fuga de casa aparece à frente (46 casos), seguindo-se a fuga de instituições (16) e o rapto parental (12 casos). Daquele universo, 59 menores apareceram entretanto, sendo que 15 continuam desaparecidos, ainda segundo a SOS Criança Desaparecida que registou ainda um alarme falso e um menor falecido.
Fonte: Público – 06/04/2009
Escrito por: paralaxe
Desaparecimento, Educação, Entretenimento, Pedofilia, Prostituição, Rapto, Segurança, Sexualidade, Tráfico
Feb 25, 2009
Mantenha as suas crianças seguras na Internet
Normalmente, as crianças são melhores com computadores do que os seus pais. Podem aprender na escola a ligar a Internet e a usá-la.
Recorde que as crianças alcançam o mundo exterior quando estão “online”. A menos que um sistema de filtragem seja instalado (por exemplo, para bloquear palavras e imagens grosseiras) as crianças poderão ver imagens indecentes e violência, ao mesmo tempo que terão acesso a sites úteis e engraçados. As crianças também podem falar com estrangeiros, especialmente nas salas de Bate-Papo (“Chat”). Existe o risco, como em qualquer outro sítio, que alguém que os queira prejudicar tente contactá-los.
Ensinem às vossas crianças que na Internet elas não devem dar o seu endereço nem o nome da sua escola, como também nunca devem, sem a vossa presença, encontrar-se com alguém que tenham conhecido através da Internet.
Aqui tem alguns conselhos de segurança que deve imprimir e colar ao seu computador.
- É uma má ideia ir ver alguém que conheceste através da Internet, sem que os teus pais vão contigo.
- Lembra-te que as pessoas com quem falas podem estar a mentir, tu não os podes ver nem eles a ti.
- Assim, não dês a ninguém os teus detalhes pessoais como o teu endereço, o nome da tua escola, a tua fotografia ou a tua senha. Poderá ser um louco!
- Se vires coisas verdadeiramente indecentes, a culpa não é tua, fala com os teus pais.
Navegação segura – conselhos aos pais
Alguns prestadores de serviços de Internet (ISP) oferecem espaços seguros para as crianças ou pacotes para filtragem dos conteúdos, mas também poderá comprar software específico. Não obstante, os seus filhos precisam de aprender o código de conduta para uma utilização mais segura da Internet, para as ocasiões em que não estejam protegidos.
Certifique-se de que os seus filhos estão cientes que nunca deverão marcar encontros com ninguém que tenham conhecido através da Internet, a não ser que esteja disposto/a a acompanhá-los e que o encontro se realize num local público.
Ensine-os a proteger os dados pessoais, isto é, a não enviar mensagens electrónicas nas quais conste a morada da vossa residência, o vosso número de telefone ou o nome da escola que eles frequentam, ou a enviar fotografias deles e a nunca as divulgar nos “fóruns de discussão” (chat rooms) (as mensagens electrónicas podem extraviar-se e ser lidas por pessoas que se apoderem delas – de facto, são muito semelhantes a cartões postais. Por outro lado, os “fóruns de discussão” também são locais públicos, nunca se sabendo ao certo quem poderá estar a ver ou a ouvir).
Os seus filhos têm que ter consciência de que as pessoas que conhecem na Internet nem sempre são o que parecem, mesmo as que se tornam suas correspondentes ou “companheiras de teclado”. As pessoas nem sempre dizem a verdade quando estão a comunicar em linha – onde ninguém as pode ver.
As crianças inibem-se muitas vezes de contar situações desagradáveis com as quais se deparam na Internet, pelo que deverá ensinar-lhes que não é culpa delas se, num “fórum de discussão” ou numa mensagem que recebam, alguém disser ou escrever algo que as indisponha ou preocupe. Nesse caso, elas deverão informá-los assim como ao vosso prestador de serviços de Internet.
As crianças precisam de ser especialmente cautelosas nos “fóruns de discussão” (mesmo que um “fórum de discussão” seja exclusivamente para crianças, pois não é por enquanto possível saber se todos os participantes são realmente crianças. Um adulto ou um adolescente pode estar a tentar enganá-las).
Verifique se o seu prestador de serviços de Internet tem “fóruns de discussão” supervisionados por um moderador e concebidos para crianças da idades dos seus filhos e só permita a utilização desses “fóruns”, nos quais um adulto responsável está permanentemente em linha, impedindo intervenções indesejáveis. Mas os seus filhos não precisam de se preocupar: o adulto não interferirá nas conversas e eles provavelmente nem se aperceberão da sua presença, a não ser que alguém comece a ter comportamentos incorrectos.
Ensine os seus filhos a nunca responderem a mensagens indecorosas ou sugestivas. Eles devem contar-lhe sempre que receberem mensagens que os chocarem, perturbarem ou que não compreenderem, ou se virem imagens ofensivas enquanto navegarem na Internet. Por favor, comunique esses problemas ao seu prestador de serviços de Internet. Existem linhas directas da UE, como a Internet Watch Foundation (Fundação de Observação da Internet), que podem pôr termo a esse tipo de situações. Não hesite em contactar esta fundação caso se depare com alguma delas.
Outros conselhos a partilhar com os seus filhos
Não é boa ideia enviar a quem quer que seja dados de cartões de crédito ou de contas bancárias (sem consultar primeiro os pais ou o educador, pois alguém poderá apoderar-se deles)
É preferível não dar a ninguém a palavra de passe para aceder à Internet (alguém pode fazer-se passar por nós e ler as nossas mensagens).
Lembremo-nos que se alguém nos faz uma proposta que nos parece boa demais para ser verdade, é provavelmente uma armadilha!
Mantenhamo-nos distantes dos sítios “para maiores de 18 anos” (os avisos existem para nos proteger, e para além disso, os sítios para adultos podem fazer aumentar bastante a conta telefónica).
Não devemos activar ligações Internet enviadas em mensagens electrónicas, nem abrir anexos delas se essas mensagens nos chegarem de pessoas que não conheçamos muito bem e em quem não tenhamos absoluta confiança. E o mesmo se aplica a descarga de ficheiros de sítios Internet. Não abramos nada que não provenha de pessoas que conheçamos e em quem confiemos, pois podemos descarregar um vírus ou qualquer outro ficheiro que danifique ou destrua o nosso computador.
Sistemas de Filtragem
O alvo dos sistemas de filtragem é o bloqueio de acesso de sites não desejados ao seu computador pessoal. Existem três tipos de sistemas:
1. Sistemas de Software ou Provedores de Serviços na Internet (ISP) que usam palavras ou imagens chaves para determinar os sítios que têm de ser evitados.
2. Sistemas de Software ou Provedores de Serviços na Internet (ISP) baseados nas listas ‘sim’ e ‘não’, aprovadas pelos computadores ou pessoas. A lista ‘sim’ quer dizer que só os sites que foram verificados e que são apropriados para as crianças mais novas podem ser visitados.
3. Graças à UE, o sistema de ICRA (Associação de Avaliação do Conteúdo dos Sites na Internet) é gratuito e já foi instalado nos dois navegadores (browsers) principais. É uma espécie de classificação voluntária do conteúdo dos sites, resultando em etiquetas electrónicas que marcam se os sites são aprovados para as crianças.
Nenhum software de filtragem pode substituir a necessidade de os pais vigiarem o que os filhos vêem em linha e, hoje, é particularmente difícil encontrar protecção contra os sítios violentos. Todavia, um estudo recente de Test Achats, cofinanciado pelo plano de acção comunitário para a Internet, demonstra que os filtros de qualidade são, provavelmente, o melhor método para bloquear, pelo menos, a maior parte dos sítios para adultos. O Comité atribui grande importância ao seu desenvolvimento.
Muitos dos produtos de filtragem são norte-americanos, o que significa que os valores americanos, tais como a rigidez no que se refere à nudez ou a relativa brandura em matéria de armas ou violência, podem exercer uma forte influência sobre os critérios de filtragem. Muitos dos produtos de filtragem funcionam essencialmente em inglês. Poderá haver grandes diferenças de preços entre os diversos produtos, não sendo os mais caros necessariamente os melhores.
Diversidade dos sistemas de filtragem
Listas negativas:
Elabora-se uma lista negativa dos sítios a evitar (contendo material ofensivo, violento ou racista) e, quando a criança clica num destes sítios, é-lhe bloqueado o acesso. Alguns programas funcionam igualmente com base em listas de palavras interditas; assim que tais palavras sejam detectadas num endereço ou no próprio sítio, o acesso ao sítio é bloqueado. A desvantagem das listas negativas é requererem uma actualização constante.
Filtragem em tempo real:
O filtro detecta as palavras e/ou imagens no momento em que são accionadas, não permitindo a exibição da página que contenha um texto ou imagem não desejada. O inconveniente é que a página pode ser parcialmente exibida antes de o filtro detectar a palavra ou imagem ofensiva. Além disso, o sistema pode tornar mais lento o acesso aos sítios web.
Rotulagem/classificação dos sítios:
Os proprietários dos sítios rotulam voluntariamente as páginas web em função do tipo de material (p. ex. violência, nudez, jogo, “adulto”, etc.). Os rótulos e as categorias foram criados pelo ICRA. O filtro lê esses rótulos e decide se permite ou não o acesso em função dos critérios definidos pelos pais. O inconveniente deste sistema é que a rotulagem voluntária dos sítios web depende dos proprietários e, até agora, não se encontram muitos sítios rotulados.
Domínios reservados:
Elaboram-se listas de sítios web adequados para crianças, só sendo permitido o acesso aos sítios que constam da lista. Este é o método mais seguro para proteger as crianças mais pequenas.
Números verdes na Internet (Europa)
Linhas verdes, nas quais pais e tutores podem apresentar as suas queixas online ou por correio electrónico, estão a ser criadas a nível europeu. Os pais devem utilizá-las para informar o serviço sobre qualquer material potencialmente ilegal. Até agora, as linhas verdes existem em 12 países da UE; ainda faltam 3 países que não dispõem desta cobertura.
Aqui tem os sítios das linhas verdes existentes e os seus endereços de correio electrónico respectivos:
Alemanha
hotline@jugendschutz.net – www.jugendschutz.net/
hotline@fsm.de – www.fsm.de/ – www.eco.de/
Áustria
meldung@stopline.at – www.stopline.at/
Bélgica
netalert@childfocus.org – www.childfocus-net-alert.be/
gpj@gpj.be – www.gpj.be/ – www.info.fundp.ac.be/~mapi/mapi-fr.html
Dinamarca
redbarnet@redbarnet.dk – www.redbarnet.dk/
Espanha
a.acpi@terra.es – www.protegeles.com/
França
contact@pointdecontact.net – www.pointdecontact.net/
Grécia
www.safeline.gr/
Finlândia
www.pela.fi/nettivihje/
Irlanda
report@hotline.ie – www.hotline.ie/
Islândia
abending@barnaheill.is – www.barnaheill.is/
Itália
www.stop-it.org/
Holanda
meldpunt@meldpunt.org – www.meldpunt.org/
Portugal – www.pgr.pt/
Reino Unido
www.iwf.org.uk/
Suécia
minor@press.rb.se – www.rb.se/hotline/
Fonte: Net Consumers
Escrito por: paralaxe
Desaparecimento, Legislação, Rapto
Nov 28, 2008
O sistema interno de alerta rápido para crianças desaparecidas vai entrar em vigor, a título experimental, até ao final do ano, anunciou hoje em Bruxelas o ministro da Justiça, Alberto Costa.
Alberto Costa falava à entrada para uma reunião dos ministros da Justiça da União Europeia, na qual os 27 deverão adoptar conclusões a convidar os Estados-membros a pôr em prática mecanismos nacionais de alerta ao público em caso de rapto de crianças e a definir modalidades que permitam um desencadeamento transfronteiriço desses mecanismos.
Lembrando que “Portugal iniciou a discussão dessa matéria, colocando o alerta rápido como um dos temas centrais do Conselho informal que decorreu em Lisboa há um ano”, durante a presidência portuguesa da UE, no segundo semestre de 2007, Alberto Costa indicou que Portugal tem “acompanhado e impulsionado esse dossier, a que a presidência francesa também atribuiu grande interesse”.
“Temos o nosso modelo interno preparado e em condições de entrar experimentalmente em vigor até ao fim do ano”, declarou. Alberto Costa explicou que esse sistema “consiste em encadear colaborações que vão desde o Ministério Público (MP) à Polícia Judiciária, aos órgãos de comunicação de toda a natureza e outros instrumentos de comunicação de massa”.
O objectivo, explicou, é o de, “em certas circunstâncias, decididas pelo Ministério Público, fazer chegar muito rapidamente um aviso que permita identificar rapidamente as situações e, tanto quanto possível, procurar localizar e proteger a criança que esteja a ser vítima de uma situação dessas”.
A proposta de sistema de alerta rápido contra o rapto de crianças foi uma incumbência que o ministro da Justiça, Alberto Costa, atribuiu ao director nacional adjunto da PJ Pedro do Carmo. Será um sistema que, tendo aplicação interna, terá que ser compatível com outros sistemas já existentes, ou a existir, na União Europeia (UE).
Foi Portugal que, durante a sua Presidência da UE, introduziu o tema, o que conduziu a que os ministros da Justiça da União Europeia propusessem a criação de um mecanismo de “alerta de rapto” à escala europeia.
Para Pedro do Carmo, o sistema a ser implementado necessitará da colaboração e participação de “várias entidades, não só policiais e judiciárias, mas também da comunicação social e de outras entidades que seja necessário envolver, para que estas mensagens de alerta, quando lançadas, possam ter a maior difusão possível”.
Fonte: Notícias Sapo – 28/11/2008
Escrito por: paralaxe
Comércio, Rapto
May 25, 2008
O número de crianças menores de idade, rapazes e meninas, raptadas para fins comerciais está a aumentar em Moçambique, com uma incidência assustadora na capital Maputo, revelou o Comando Geral da Policia da Republica de Moçambique (CGPRM).
De acordo com o canal de Moçambique, o porta-voz do CGPRM, Pedro Cossa, informou que o rapto de menores naquela região do Índico está a ganhar raízes uma vez que o número de casos do género está a aumentar sobretudo em Maputo, onde o poder económico é maior .“Os menores de idade são raptados na sua maioria por mulheres provenientes de algumas províncias do país”, acrescentou Cossa.
As autoridades policiais da província de Maputo já começaram a preocupar-se com a situação do rapto de menores, e dada a gravidade da situação está a decorrer um encontro a nível das altas chefias da PRM que procuram medidas para fazer face a esse flagelo que há muito persegue Moçambique.
“Queremos estancar a situação do rapto de menores no país”, garantiu o Comandante Geral da Polícia de Moçambique.
Fonte: A Semana OnLine – 26/05/2008