Os pais das vítimas de pedofilia também sofrem

a_apedof.jpg Um resultado preliminar de uma pesquisa da Universidade de Montreal, no Canadá, indica que pais de crianças vítimas de abuso sexual podem sofrer de ansiedade, depressão e luto crónico. Na maioria das vezes, esses indivíduos têm ideias fixas quanto à vingança. O estudo mostra também que não há quase literatura médica sobre o problema.

“Muitos pais de crianças abusadas sexualmente querem vingança pelo facto ocorrido e dizem desejar ‘torturar os algozes dos seus filhos’”, diz Marie-Alexia Allard, pesquisadora envolvida no estudo. “Ajudar as mães em situações como essa é essencial para que as crianças também se recuperem da melhor maneira possível. Mas normalmente somente as mães são focadas nesses acompanhamentos psicológicos, pois muitas vezes os pais estão envolvidos na violência física ou mental. Mas como ajudar os pais que não são os agressores, e que acabam não tendo acompanhamento de profissional?”

Alguns dados iniciais dão uma ideia do quanto o trauma experimentado pelos pais é intenso. “As situações desses homens é particularmente difícil”, diz a pesquisadora. “As reacções mais violentas – que incluem vingança – são quando os agressores são os padrastos ou os novos companheiros das mães.”

Quando não há laços entre os agressores e os pais – quase metade dos casos – o sentimento de vingança acaba não sendo a emoção dominante. Para esses pais, o luto crónico é o sentimento mais comum. “Alguns pais disseram sentir como se tivessem presenciado a morte de alguém muito próximo. Esses pais acabam por se distanciar dos filhos e sentem medo de que ter contacto com eles possa reavivar o sentimento da violência na criança.”

Noutros casos, as crianças podem realmente rejeitar os pais, pois o agressor também era homem. Esses pais são tomados por sentimentos profundos de desespero e de falta de amparo.

Mas é bom observar que em raras ocasiões a violência sexual contra crianças leva a uma aproximação maior dos pais, principalmente quando estes percebem que a melhora dos filhos depende de suas acções. A pesquisa indica que é necessário focar em como esses pais podem contribuir para amenizar o sofrimento dos filhos vítimas de violência sexual. Isso também pode aliviar o sofrimento dos pais com o facto e levar a uma recuperação mais rápida de toda a família.

Fonte: GazetaWeb – 27/04/2010

EUA e União Europeia aliam-se no combate à pornografia infantil

À margem de uma reunião que decorreu hoje em Madrid entre responsáveis da União Europeia e dos Estados Unidos, Viviane Reding assegurou que ambas as partes pretendem reforçar a colaboração na luta contra a pornografia infantil online.

A reunião juntou a Comissária Europeia da Justiça, Direitos Humanos e Cidadania, a secretária norte americana da segurança interna Janet Napolitano e o procurador-geral Eric Holder.

“Decidimos algo muito importante para os cidadãos de ambos os lados do Atlântico. Vamos estabelecer um plano de acção comum para lutar contra a pornografia na Internet e eliminá-la”, explica Viviane Reding, citada pela imprensa local.

“Quando este tipo de páginas são identificadas devem ser eliminadas”, diz a comissária, para quem a junção de esforços entre as duas regiões pode aumentar o volume de páginas identificadas como indesejadas e a velocidade de resposta das autoridades.

A decisão de trabalhar em conjunto nesta área, que saiu da reunião, deve ser posta em prática no Outono, altura em que começam a ser definidos parâmetros para a troca de informação entre as partes.

Recorde-se que ainda recentemente a Comissão Europeia apresentou um conjunto de propostas para reformular a actual legislação europeia no que diz respeito ao combate à pornografia infantil.

O universo online ocupa lugar central no documento com um endurecimento das penas para quem alicia crianças online ou promove pornografia infantil online.

Da reunião bilateral saiu igualmente a intenção de reforçar a cooperação no combate ao terrorismo, o que supõe uma maior abertura de ambas as partes na troca de informação sobre passageiros aéreos e a reposição do acordo para a troca de dados bancários, através do programa SWIFT.

Fonte: Sapo Tek – 09/04/2010

Mais casos de pedofilia na Igreja

Padres alemães são acusados de ter espancado e abusado sexualmente de garotos há décadas, em pelo menos três instituições da Bavária, região no sul do país onde nasceu o papa Bento XVI. Uma delas é um famoso coro que já foi liderado pelo irmão do actual pontífice.

As denúncias dos abusos vieram à tona após casos ocorridos em escolas jesuítas de outras regiões chocarem a Alemanha, no mês passado. Os abusos foram registados no coro da catedral de Ratisbona, na escola do monastério beneditino de Ettal e numa escola de capuchinhos em Burghausen.

O reverendo Georg Ratzinger, de 86 anos, irmão do papa e que liderou o coro de 1964 a 1994, disse a uma rádio local que não tinha conhecimento dos abusos. O grupo costuma apresentar-se por toda a Alemanha e noutros países.

A diocese de Ratisbona — onde o papa ensinou teologia na universidade de 1969 a 1977 — afirmou que não há casos actuais de abusos e que deve investigar as acusações de ocorrências passadas. Segundo a diocese, um padre abusou sexualmente de duas crianças em 1958 e foi condenado a dois anos de prisão. Outro clérigo cumpriu pena de 11 meses em 1971. Ambos já falecidos.

Três homens dizem ter sofrido com abusos sexuais, espancamentos e humilhações no início dos anos 1960, quando estudavam no colégio interno ligado ao coro. A diocese diz que está a investigar as ocorrências e que mais detalhes podem ser revelados.

Espancamentos

Em Ettal, Thomas Pfister, um advogado que investiga as acusações na escola do monastério, afirma que centenas de meninos foram espancados e alguns sofreram com abusos sexuais décadas atrás. “Houve muitos casos extremos de má conduta, que normalmente teriam sido punidos com longas sentenças de prisão”, disse. “Um manto de silêncio foi jogado sobre as acusações.” Segundo o advogado, um monge, já falecido, cometeu “uma série de assédios e abusos sexuais contra crianças pequenas e outras mais velhas”.

O reverendo Johannes Bauer, actual tesoureiro do monastério, admitiu ter batido em alunos quando foi professor na escola, de 1985 a 1987. “Para minha vergonha, devo dizer que eu abusei fisicamente de crianças, de maneira brutal, e também as humilhei”, afirmou. “Sinto muito e peço perdão do fundo do meu coração.” O monastério pediu ajuda ao Vaticano para tomar uma “nova direcção espiritual”. A Santa Sé diz que vai mandar um inspector ao local.

A ordem dos capuchinhos reconheceu que um ex-director da escola de Burghausen abusou sexualmente de meninos em 1984 e 1985. Os casos foram investigados em 1991, mas a única providência tomada foi a transferência do religioso. Só foi suspenso este mês.

Fonte: Vermelho – 06/03/2010[textads]

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