G8 vai contribuir com USD 5 biliões para a saúde de mulheres e crianças africanas

Os países mais pobres vão receber até US$ 5 biliões do G8 (grupo que reúne as nações mais industrializadas do mundo) para que desenvolvam programas direccionados para a saúde de mulheres e crianças. Os governos da Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Coreia do Sul, Espanha e Suíça, além de algumas fundações privadas, comprometeram-se ainda a enviar mais US$ 2,3 biliões.

G8.jpgOs objectivos são fortalecer políticas públicas em curso e outras que devem ser implementadas, estimular a formação de profissionais de saúde e ampliar as redes de atendimento. O foco são países da África, mas a ajuda pode ser estendida a países pobres de outros continentes. O G8 é composto por Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Alemanha, França, Itália, Japão e Rússia.

“É inaceitável a melhora lenta relativa da saúde materna, embora dados recentes indiquem a redução da mortalidade [materna]. Milhares de mulheres ainda perdem as suas vidas todos os anos ou sofrem por danos provocados por causas relacionadas com a gravidez e com o parto”, diz a declaração final do G8, divulgada hoje (26).

Segundo o grupo, cerca de 9 milhões de crianças morrem por ano no mundo, antes de completar cinco anos de idade. “O nosso compromisso colectivo será reforçado a partir do apoio aos sistemas nacionais de saúde nos países em desenvolvimento para que estabeleçam tratamentos de cuidados continuados de saúde, como pré-natal, depois a gravidez, o parto e o acompanhamento da infância”, diz a declaração.

De acordo com o documento final, a doação dos recursos será acompanhada por técnicos que irão verificar a execução dos programas. O projecto envolvendo o dinheiro dos países industrializados será liderado pela Organização das Nações Unidas (ONU) por meio de um programa específico denominado Plano de Acção Conjunto para Melhorar a Saúde das Mulheres e Crianças no Prazo de 2010 a 2015.


Fonte: Correio Brasiliense – 26/06/2010

Os benefícios do parto natural

Um estudo concluiu que os recém-nascidos podem ser inoculados com bactérias “boas” durante o parto, que podem fazer falta aos bebés nascidos por cesariana.

Investigadores norte-americanos concluíram que os bebés nascidos de parto normal são envolvidos pelas bactérias benignas da mãe, enquanto os nascidos por cesariana apresentam mais bactérias de pele genéricas.

PartoNatural.jpg As conclusões deste estudo podem explicar por que razão os bebés que nascem de cesariana são mais susceptíveis de desenvolver infecções perigosas, tal como o “Staphylococcus aureus“, uma bactéria normalmente encontrada em infecções hospitalares, resistente a medicamentos, disse Elisabeth Costello, da Universidade de Stanford, na Califórnia, nos EUA.

Pode até ajudar a explicar por que motivo os bebés nascidos de cesariana apresentam taxas mais elevadas de alergias e asma quando crescem, dizem os investigadores, num artigo publicado na “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

“É do senso comum que os bebés nascidos vaginalmente são expostos a bactérias diferentes daquelas a que estão sujeitos os bebés que nascem por cesariana. Todos temos uma combinação única de bactérias”, disse Elisabeth Costello, em entrevista telefónica à editora de Saúde da Agência Reuters, Maggie Fox.

Uma declaração que remete para um estudo anterior da Universidade do Colorado, que tinha determinado que cada pessoa deixa um rasto único de bactérias nos objectos que toca e que um humano típico tem cerca de 150 espécies diferentes de bactérias nas mãos.

O líquido amniótico que mantém o bebé no útero é, usualmente, estéril, se a mãe for saudável. Mas, nos minutos durante o parto e no pós-parto, os bebés são “colonizados” por milhões de bactérias, vírus e outros organismos.

“É natural e benéfico para nós sermos colonizados por bactérias saudáveis logo à nascença”, disse Elisabeth Costello. Já diz o ditado, que o que não mata engorda. “A maior parte das bactérias que vivem connosco ou dentro de nós, se não nos fazem mal, ajudam-nos”, acrescentou a investigadora.

Ou, noutra versão do mesmo ditado popular, “se não te mata, faz-te mais forte“. Por exemplo, as bactérias do intestino ajudam a digerir a comida e protegem contra patologias que causam doenças.

“De certa forma, a pele dos recém-nascidos é como solo lavrado, à espera que sejam postas as sementes – neste caso comunidades de bactérias”, acrescentou Noah Fierer, da Universidade do Colorado, que também trabalhou no estudo.

A equipa, liderada por Maria Dominguez-Bello, da Universidade de Porto Rico, testou nove mulheres e os seus 10 recém-nascidos, num hospital da Venezuela.

Os investigadores fizeram um esfregaço nos bebés, nas primeiras 24 horas de vida, e depois sequenciaram os genes de todas as bactérias que encontraram.

Encontraram na pele, nariz, garganta e matéria fecal dos bebés nascidos de parto normal bactérias idênticas às encontradas na vagina da mãe. Mas os bebés nascidos de cesariana tinham bactérias normalmente encontradas na pele, micróbios que não pareciam ter sido “herdados” da progenitora.

“Não conseguimos determinar se estas bactérias de pele provêm da primeira pessoas que lida com o bebé – médico ou o pai – ou se estavam no ar”, disse Elisabeth Costello.

Em 2004, investigadores em Chicago e Los Angeles concluíram que entre 64% a 82% dos recém-nascidos com infecções resistentes à meticilina tinham nascido por cesariana.

“Há muitos estudos que estabelecem uma relação entre o tipo de parto e ganhos de saúde mais tarde na vida”, acrescentou Elisabeth Costello. Da perspectiva da investigadora, parece assente que o tipo de bactéria que os recém-nascidos apanham ao vir ao Mundo pode ter consequências na saúde futura.

Agora, é importante determinar quais as bactérias com efeitos protectores e seguir os recém-nascidos durante a infância, para ver as diferenças de saúde que podem ser relacionadas com a primeira bactéria, acrescentou a investigadora.


Fonte: Jornal de Notícias – 25/06/2010

Relatório da Norton sobre os perigos da internet

Instrumento que se tornou fundamental na vida quotidiana dos cidadãos, a Internet e as modernas redes sociais trazem, no entanto, graves perigos que nem sempre são acautelados. Os mais novos são, em geral, os alvos preferenciais dos “ataques” através da NET. A Norton alerta e aconselha os pais no caminho a seguir para proteger os seus filhos.

CriancInternet.jpgA Norton fez, e publicou, um estudo sobre a relação das famílias com a Internet. Realizado com base num inquérito feito em 14 países, ouvidas mais de 2800 crianças e 7000 adultos em todos os continentes, o relatório conclui que as famílias, e sobretudo os mais jovens, são atingidos por várias experiências negativas que passam por situações variadas como exposição à nudez, tentativas por parte de estranhos para travarem conhecimento na vida real (41%), ou mesmo contaminação dos computadores com vírus captados em “downloads” (33%).

60% das crianças abrangidas pelo estudo já tiveram contacto com actos de violência ou de nudez, enquanto 10% já foram alvo de tentativas de aliciamento para encontros na vida real. Os novos meios de comunicação cada vez mais expandidos na Internet, das redes sociais – o facebook, o Twitter, entre outros -, são locais preferidos por internautas para aliciarem os menores a acederem a encontros na vida real.

Experiências negativas que, de acordo com o relatório, têm um “profundo impacto emocional” nos jovens, chegando mesmo o documento a quantificar em cerca de um quinto as crianças que posteriormente se sentem embaraçadas ou arrependidas.

Preocupado há muito com esta temática, Tito de Morais fundou em Portugal o projecto Miúdos Seguros na Net, e nessa qualidade esteve presente na apresentação do relatório.

“Achei muito interessante saber o que os jovens sentem quando questionados sobre as suas experiências negativas”, afirmou, acrescentando que “muitos jovens têm sentimentos de culpa em relação a situações de que, muitas vezes, nem são responsáveis. E isso alerta-nos para a necessidade de, como pais, partilharmos essa responsabilidade”.

Esta prevenção deve ser “um trabalho de toda a sociedade” mas deverá ter como principal esteio o seio familiar e muito especialmente o núcleo mais restrito dos pais.

“Podemos fazer parte das redes de que os nossos filhos fazem parte”, diz Tito de Morais, que explica que assim poderão os pais detectar muitas das situações menos correctas que diariamente perpassam pelas páginas da Internet.

“Muitas vezes há sinais simples: a frase que ele deixou como pensamento do dia ou a frase que escreveu como mensagem de status no Messenger“, adiantou, lembrando que isso torna ainda possível “ver quem faz parte da rede deles (e) quem são os ‘amigos’”, explica.

A responsabilidade da apresentação do estudo é da Symantec, cujo responsável concorda com Tito de Morais ao afirmar que o importante é deter o mais possível de informação.

“Imagine que o seu filho está a entrar numa página com o subtítulo ‘conteúdo de sexo‘. Pode tratar-se de um grupo de música ou uma canção, mas se ler esta mensagem sem conhecer o que está por trás é capaz de ter uma zanga com o seu filho e isso vai afastar-vos”, explica o responsável da Symantec.

Nos tempos que correm, “existe um grande distanciamento entre a família – os pais – e as crianças”, não sendo raro que os pais pensem “que as crianças usam a Internet para coisas diferentes do que usam”, alerta o responsável pela Symantec.

Salvador Tapia Rodriguez rejeita em absoluto o bloqueio do acesso dos jovens à Internet. Para ele, a opção passa por que “os pais tenham conhecimento de quanto tempo é que os filhos estão na Internet, se têm uma ou 10 contas no Facebook”.

Os pais devem-se envolver mais nas actividades dos filhos e estarem atentos às suas actividades.


Fonte: RTP – 24/06/2010

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