Crianças que indicavam que a sua família “ia bem” apresentavam, em média, níveis de felicidade 20% superiores do que aquelas que indicavam algum nível de insatisfação dentro de casa. E esse número mantinha-se independentemente de elas viverem com os dois pais, com um dos pais, com famílias adoptivas ou com novas famílias (quando um dos pais se casava novamente).
O estudo, conduzido pela York University, do Reino Unido, demonstrou que os maiores índices de felicidade entre as crianças eram observados nas questões relativas ao lar, à família e aos amigos. Quanto à infelicidade, os piores itens diziam respeito à aparência, local onde moravam e tarefas escolares (este último tópico era bastante previsível).
O estudo tenta chegar a um “índice de bem-estar” entre as crianças. “Este estudo é um grande passo para entender e melhorar o bem-estar entre os mais jovens. E é importante salientar que, levando em conta os números totais, é possível que duas crianças, em cada classe de uma escola, podem estar extremamente infelizes”, diz Bob Reitemeier, um dos directores da Children’s Society.
De acordo com Reitemeier, o conflito familiar mostrou-se um ponto crucial da infelicidade entre as crianças, o que é importante para nortear a percepção dos adultos quanto aos seus filhos e mesmo evidenciar que talvez sejam necessárias políticas públicas de acompanhamento familiar em alguns casos.
Outras pesquisas já apontaram que presenciar brigas e abusos verbais dentro de casa durante a infância pode desencadear processos de ansiedade e depressão na idade adulta, além de outros tipos de transtorno mental.
Fonte: GazetaWeb – 14/02/2010[textads]
