A educação dos filhos deve começar à nascença

Afinal, quando é que os pais devem começar a investir na educação dos seus filhos? A conclusão do economista americano James Heckman, que recebeu o Prémio Nobel em 2000, é que quanto mais cedo os estímulos educacionais forem dados, maior será a probabilidade de uma criança se tornar bem sucedida no futuro. Os estudiosos de psicologia e pedagogia concordam: estimular as crianças desde a primeira infância – entre 0 e 6 anos – é fundamental para o desenvolvimento da capacidade de aprendizado no futuro.

“A criança precisa de duas coisas complementares: o afecto em casa e o estímulo para se desenvolver em diversas áreas”, diz Zena Eisenberg, professora da PUC-Rio e doutora em Psicologia do Desenvolvimento Humano.

Os bebés precisam de afecto para criar uma base e ter segurança emocional. Para complementar os estímulos recebidos em casa, as creches devem deixar de ser um local onde os pais largam os seus filhos para ir trabalhar, e transformar-se num espaço voltado para a aprendizagem.

“A educação de uma criança não começa na fase da alfabetização. A família e os professores da creche devem estar atentos às necessidades de um bebé e tratá-lo como um ser que se comunica e interage”, diz Silvia Zornig, presidente da Associação Brasileira de Estudos sobre o Bebé (Abebé).

Em casa, os pais devem conversar com a criança, estimulando os sentidos cognitivo e afectivo. Assim, explicam os especialistas, a criança começa a desenvolver os elementos para que possa formar a sua inteligência.

Como nos primeiros anos de vida a criança aprende principalmente através de música e elementos visuais, o estímulo deve acontecer de forma lúdica. As creches e escolas devem adaptar-se a isso com móveis grandes, objectos coloridos e materiais de encaixar que desenvolvem a motricidade e a coordenação motora do aprendiz.

“Nesta faixa etária, a criança está reconhecendo o mundo. Nós trabalhamos com actividades corporais, experimentação e exploração dos espaços para as estimular”, conta Cíntia Freitas, coordenadora pedagógica da educação infantil da Rede Miraflores.

Para os pais, além da preocupação com a segurança, é indispensável saber que o seu filho está sob os cuidados de profissionais capacitados.

“A minha filha, quando chega em casa, repete com as bonecas o que fez na escola. Assim, eu acompanho de perto a sua aprendizagem”, conta Lúcia Tavares, mãe de Carolina, três anos e meio, na escola desde quando tinha apenas quatro meses de idade.

Prioridade para a educação

Actualmente, 115.072 crianças estão inscritas nas creches e pré-escolas da rede municipal. Ainda existem outras 20 mil na lista de espera por uma vaga. Para diminuir a desfasagem, a Secretaria Municipal de Educação (SME) tem desenvolvido projectos voltados para a educação infantil, o que vem sendo encarado com prioridade.

“A nossa meta é gerar 30 mil vagas em creches e 80 mil em pré-escolas nos próximos três anos”, defende Maria Eduarda Falcão, responsável pela educação infantil na rede municipal.

Além disso, foram criados os Espaços de Desenvolvimento Infantil (EDIs), onde a criança é colocada em contacto com livros e materiais apropriados desde cedo, além da presença de um agente de saúde. Outro objectivo do órgão é fortalecer a comunicação com os pais e a presença deles nas escolas.

Fonte: Jornal do Brasil – 28/02/2010[textads]

Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos 2010

O Relatório de Monitoramento Global de Educação para Todos 2010 foi apresentado nesta quarta-feira na sede da ONU em Nova York pela directora-geral da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), Irina Bokova.

Bokova afirmou durante o lançamento que enquanto os países ricos consolidam a sua recuperação económica, muitas nações pobres enfrentam perspectiva de retrocessos na educação.

Oportunidades

A directora-geral da Unesco ressaltou ainda que não se pode perder uma geração de crianças que tem sido privadas de oportunidades de educação que podem tirá-las da pobreza.

O coordenador de educação da Unesco no Brasil, Paolo Fontani, disse à Rádio ONU, de Brasília, que o acesso à educação melhorou no país mas que é preciso ir além.

“O Brasil tem um problema, neste momento, no sentido de que os alcances do país foram enormes na quantidade do acesso à educação, em garantir o direito a educação das crianças brasileiras. Agora, chegou o momento para o Brasil também olhar para a qualidade de ensino”, afirmou.

O Secretário-Geral da ONU Ban Ki-moon ressaltou, durante o evento, que a educação é um direito humano fundamental, que nunca deveria ser um privilégio baseado no poder financeiro, género, raça, etnia ou idioma.

Dados

O relatório revela que 56 milhões de crianças estarão fora das salas de aula em 2015 e que outros 71 milhões de jovens no mundo não vão à escola, principalmente meninas. O texto ressalta a necessidade de mais professores, e mostra que houve poucos avanços na alfabetização de adultos.

Fonte: Rádio ONU – 19/01/2010

As crianças são todas iguais, mas umas são mais iguais do que outras…

O Relatório de Monitorização Global de Educação para Todos de 2010, em como alcançar crianças marginalizadas, vai ser lançado a 19 de Janeiro, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.

Apesar dos objectivos estabelecidos há uma década, quando líderes mundiais adoptaram a «Educação para Todos», milhões de crianças em todo o mundo estão a perder o seu direito à educação.

Relatório

O Relatório de Monitorização Global de 2010, mostra que o progresso geral da educação está a ser atrasado pela falha em alcançar crianças marginalizadas.

O documento analisa as razões que estão a excluir estas crianças. Na base deste problema estão factores como discriminação e desigualdades baseadas na pobreza, género, localização, etnia, deficiência e a língua.

A Unesco salienta a importância dos governos adoptarem políticas e práticas que combatam a exclusão dentro da área da educação e para além desta.

Crise

A agência da ONU afirma que a crise económica mundial poderá atrasar os objectivos educacionais previstos até 2015 ou chegar mesmo a reverter os avanços da última década.

O Relatório alude a que a crise possa criar nos países pobres uma geração de crianças, cujas vidas ficarão irremediavelmente danificadas por uma falha de protecção ao seu direito à educação.

Segundo a Unesco, a comunidade internacional deve agir urgentemente para prevenir o perigo de uma geração perdida de crianças.

Fonte: Rádio ONU – 04/01/2010[textads]

Related Posts with Thumbnails
Page 1 of 20123451020...Last »

PATROCÍNIOS

Log in - BlogNews Theme by Gabfire themes