Há 30 anos, as crianças dormiam pelo menos mais uma hora do que actualmente e, mesmo no pré-escolar, o tempo de sono terá diminuído cerca de trinta minutos. Dados que comprovam a redução do tempo dedicado ao descanso.
As razões invocadas são o excesso de actividades em que as crianças estão envolvidas, a necessidade de realizar trabalhos de casa, uma atitude permissiva por parte dos pais em relação à hora de ir para a cama, a presença de televisores nos quartos infantis e a excessiva utilização de telemóveis. As consequências parecem estar relacionadas com a obesidade e o défice de atenção, cada vez mais verificados entre crianças e jovens.
Apesar da tendência verificada, estudos conduzidos pela Fundação Nacional do Sono revelam que 90% dos pais americanos pensam que os seus filhos dormem o tempo necessário.
Já as crianças, dizem o contrário. Cerca de 60% dos jovens norte-americanos que frequentam o liceu disseram que durante o dia sofrem intensos períodos de sonolência.
A utilização de exames de ressonância magnética está a servir para provar os efeitos nefastos da redução do tempo dedicado ao sono. Crianças cansadas não se conseguem lembrar do que aprenderam e a explicação está na perda de elasticidade dos neurónios, dificultando as conexões necessárias à codificação da memória. A civilização actual parece estar a esquecer-se que o sono é um imperativo biológico.
Fonte: Expresso – 28/01/2010







