Para poder “continuar a viver” a menina, residente no concelho de Condeixa-a-Nova, necessita de um transplante. “É a sua única hipótese”, refere Ana Bernardes, amiga da família e dinamizadora da campanha, surpreendida com a quantidade de pessoas que já responderam.
Sofia Domingues Fonseca aparentava ser uma menina saudável até que, de repente, tudo mudou com a descoberta da doença, há dois meses. “A bebé estava no infantário e ligaram à mãe a dizer que estava febril e tinha vomitado”, recorda Ana Bernardes. Foi encaminhada para o Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC), onde os médicos estranharam a “barriga muito dilatada” e confirmaram as piores suspeitas. Sofia tem leucemia mieloide crónica, uma doença rara em crianças.
O drama dos pais, Margarida Domingues e Francisco Fonseca, de 36 anos, começou nesse momento. “A bebé tem de fazer quimioterapia todos os dias. A mãe, que trabalhava, está em casa com ela e só sai duas vezes por semana para a levar ao hospital. É um sofrimento enorme para todos”, descreve Ana Bernardes.
Segundo a amiga da família, a menina só poderá ser transplantada quando tiver um ano, mas a campanha para encontrar um dador compatível já está em marcha. Quem quiser ajudar a Sofia deve contactar o Centro de Histocompatibilidade nos Hospitais da Universidade de Coimbra.
Quem poderá ajudar
Ter entre 18 e 45 anos, pesar mais de cinquenta quilos, nunca ter recebido uma transfusão de sangue, não sofrer de doenças crónicas e não estar já inscrito na base de dados: são estas condições exigidas a quem quiser ser dador de medula óssea.
Onde ajudar
Se cumprir estes requisitos, apenas tem de se dirigir aos centros de histocompatibilidade existentes em Lisboa (tlf: 217 504 100), no Porto (tlf: 225 573 470) e em Coimbra (tlf: 239 480 700/719).
Amostra de sangue
Para verificar se é compatível com as inúmeras crianças que precisam das suas células para sobreviver, basta a recolha de uma pequena amostra de sangue. Não dói nada.
Fonte: Correio da Manhã 09/03/2010[textads]







