Segundo os investigadores, esta redução tende a impedir o aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial, que poderão levar, mais tarde, a doenças cardiovasculares.
O estudo incluiu 20 meninas e 20 meninos, com idades entre 10-14, que foram submetidos a testes num laboratório de pesquisa comportamental. Metade das crianças fez um passeio simulado para a escola – sentaram-se em cadeiras confortáveis e assistiram a uma apresentação de slides de 10 minutos, que incluía imagens de um bairro suburbano e terminava com uma imagem de uma escola suburbana.
As outras crianças fizeram uma caminhada de uma milha numa esteira em ritmo auto-seleccionado e portavam uma mochila com um peso igual a 10% do seu peso corporal. Enquanto caminhavam na esteira, as crianças viram imagens de um bairro suburbano numa tela.
Após as simulações, ambos os grupos descansaram durante 20 minutos. Depois, foi feito um teste no qual pediam às crianças que identificassem os nomes das cores impressas numa cor diferente (a palavra “verde” escrita em azul, por exmplo).
Em média, as frequências cardíacas aumentaram em cerca de três batimentos por minuto nas crianças que “caminharam”, em comparação com cerca de 11 batimentos por minuto nas crianças que foram para a escola “sentados” nas cadeiras.
Comparados com aqueles que caminharam, as crianças que foram de “cadeira” apresentaram um aumento da pressão arterial sistólica três vezes maior, e a sua mudança de stress percebido foi cerca do dobro, de acordo com o relatório publicado na edição de Agosto da revista Medicine & Science in Sports & Exercise.
“O processo de doença cardiovascular começa na infância; por isso, se podermos encontrar alguma forma de impedir ou retardar esse processo, estaremos a contribuir para um importante benefício de saúde”, disse o investigador sénior, Roemmich James, professor adjunto de pediatria e de ciência da nutrição e do exercício, numa nota de imprensa da Buffalo University (NY / USA).







